Sexta-feira, 09 Outubro 2026

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Governo quer reforçar meios de diagnóstico e especialistas

O Governo vai investir, já no próximo ano, na capacidade de diagnóstico do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com a compra de pelo menos três mamógrafos. O anúncio foi feito ontem, no Parlamento, pelo ministro da Saúde, Lúcio Fernandes. A medida integra um pacote que visa diminuir os tempos de espera, melhorar o diagnóstico precoce e reduzir as transferências médicas, internas e externas, de pacientes.

Em matéria de rastreio do cancro da mama, o governante explicou que os três novos aparelhos vão elevar para quatro o número de mamógrafos funcionais no país. O ministro adiantou que o Executivo quer também reforçar os exames laboratoriais, através de colheitas descentralizadas, que permitirão recolher amostras numa unidade de saúde e enviá-las para análise noutros centros, encurtando o tempo de espera.

Lúcio Fernandes reiterou ainda que os novos equipamentos de TAC, cuja aquisição está igualmente prevista para o próximo ano, serão instalados em unidades de saúde que ainda não dispõem destes meios. Desta forma, pacientes de diferentes ilhas poderão realizar exames sem ter de se deslocar a outros hospitais.

Mais especialistas e consultas nas ilhas

Nos recursos humanos, o ministro anunciou a chegada, nos próximos meses, de 25 a 30 novos médicos especialistas, que serão colocados nos hospitais regionais e centrais. A estratégia prevê ainda a deslocação de especialistas às ilhas para consultas descentralizadas, com o objectivo de aproximar os serviços especializados das populações e reduzir a necessidade de evacuações.

Quanto às evacuações para o exterior, o Governo negoceia com Portugal a realização naquele país de determinados tratamentos, nomeadamente procedimentos relacionados com a colocação de próteses. Está também em curso a criação de capacidade nacional em hemodinâmica, que permitirá fazer cateterismos em Cabo Verde. Segundo o ministro, trata-se de uma das áreas que mais evacuações para Portugal originam.

Durante o debate, os deputados manifestaram preocupação com a falta e a idade avançada das viaturas das delegacias de saúde, usadas no transporte de profissionais, equipamentos e doentes, bem como na vigilância epidemiológica e entomológica. O ministro reconheceu que existem, em todo o país, viaturas com 15 a 20 anos de uso e anunciou um levantamento da frota, para identificar as que podem ser reparadas e as que terão de ser substituídas por novas.

Lúcio Fernandes concluiu que a estratégia do Governo assenta no reforço da capacidade de diagnóstico e tratamento no país, na descentralização das consultas e no aumento dos recursos humanos, medidas que, no seu entender, deverão contribuir para reduzir os tempos de espera e as evacuações.

Fonte/Fotografia: Inforpress

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