
A 42ª edição do Festival Internacional da Baía das Gatas encerrou na noite de domingo, 9 de agosto, em São Vicente, com atuações dos Black Side, do jovem cantor cabo-verdiano Lisandro Cuxi e do rapper brasileiro MC Cabelinho.
Os Black Side abriram a última noite do festival, depois de cerca de dez anos de ausência do palco da Baía das Gatas. O grupo apresentou alguns dos temas que marcaram os seus mais de 30 anos de carreira, entre os quais “Oiá pa Povo”, “Black Man”, “África”, “Tcham Vivê”, “Nhas M’Nininha” e “Convivência”.
A atuação foi acompanhada pelo público, sobretudo pelos mais jovens, que cantaram várias das músicas do grupo e acompanharam o ritmo ao longo do espetáculo. Para Tó Gomes, representante dos Black Side, o regresso ao festival superou as expectativas. “Voltámos depois de dez anos. Iniciámos este domingo em grande. Estávamos com uma banda de suporte muito boa e foi muito positivo”, afirmou.
O grupo revelou ainda que pretende continuar a produzir música, estando a trabalhar em novos projetos e singles. Segundo Nilton Gomes, a banda mantém também a aposta numa música de intervenção social. “Procuramos sempre focar a nossa lírica e composição para chamar a atenção para problemáticas no país. Procuramos fazer músicas de intervenção social”, explicou.
A segunda atuação da noite ficou a cargo de Lisandro Cuxi, que se estreou no Festival da Baía das Gatas. O cantor apresentou uma mistura de pop, R&B e música urbana, percorrendo diferentes fases do seu repertório e mantendo uma forte ligação com a plateia.
Em declarações à imprensa, Lisandro Cuxi confessou ter ficado surpreendido com a resposta do público e revelou ter segurado as lágrimas durante a atuação. “Fiquei chocado com tanta gente e tentei segurar para não chorar no palco. Foi emocionante ver que as pessoas cantavam as minhas músicas. Não estava à espera de ver tanto amor”, declarou.
O cantor considerou a participação no festival a concretização de um sonho antigo. O encerramento da 42ª edição ficou a cargo do brasileiro MC Cabelinho, que levou ao palco uma proposta marcada pelo rap, trap e funk. O artista apresentou temas do seu repertório perante uma plateia que acompanhou os refrões e respondeu às músicas durante a actuação.
Por sua vez, MC Cabelinho manifestou igualmente satisfação por participar no Festival da Baía das Gatas, revelando que já tinha interesse em atuar no certame em edições anteriores, mas que a participação acabou por não se concretizar.
Apesar da adesão do público e da interação com os artistas, alguns dos espetáculos da última noite ficaram marcados por problemas pontuais no sistema de som. A 42ª edição do Festival Internacional da Baía das Gatas decorreu de 6 a 9 de agosto, reunindo artistas nacionais e internacionais e atraindo milhares de pessoas à Baía das Gatas, em São Vicente.

















































