
Cabo Verde dispõe atualmente de apenas um mamógrafo funcional para o rastreio do cancro da mama, instalado no Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia. Para reforçar o diagnóstico precoce, o Governo prevê aumentar este número para três a cinco equipamentos até 2027, conforme anunciou na sexta-feira, o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes.
O governante avançou que será instalado um mamógrafo no Hospital Baptista de Sousa (HBS), em São Vicente, e que o objetivo é alargar a capacidade de rastreio a outras ilhas, para permitir identificar a doença em fases iniciais. Segundo explicou, o diagnóstico nos estágios um e dois aumenta as possibilidades de tratamento e recuperação.
O anúncio foi feito à margem da entrada em funcionamento do Polo Oncológico do Hospital Baptista de Sousa, criado no âmbito de uma parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian. O protocolo prevê um financiamento de quase 700 mil euros para apoiar o tratamento oncológico em Cabo Verde nos próximos anos.
Entretanto, Lúcio Fernandes alertou para a necessidade de reforçar a prevenção e a capacidade de resposta do sistema de saúde, dado ao aumento dos casos de doenças oncológicas. Em 2024 e 2025, foram diagnosticados 448 casos no país, sendo o cancro da próstata o mais frequente entre os homens e o da mama entre as mulheres, indicou.
Além dos mamógrafos, o Governo pretende aumentar de dois para oito o número de aparelhos de Tomografia Axial Computadorizada (TAC) até ao final de 2027. Atualmente, estes equipamentos estão disponíveis nos hospitais Agostinho Neto e Baptista de Sousa. Para concretizar a expansão, será lançado um concurso para a aquisição de mais quatro aparelhos.
O plano inclui ainda o reforço dos meios para a realização de endoscopias e colonoscopias, exames que, segundo o ministro, são necessários perante o aumento dos casos de cancro do estômago e as listas de espera existentes.
Neste momento, os exames de endoscopia e colonoscopia no sistema público são realizados apenas nos hospitais Baptista de Sousa, em São Vicente, e Agostinho Neto, na Praia. Uma concentração que obriga doentes de outras ilhas a deslocarem-se a uma destas duas estruturas para aceder aos procedimentos.
Fonte: Inforpress






















































