Quinta-feira, 30 Julho 2026

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Sindprof contesta alargamento do horário escolar

O Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) defendeu ontem, 29, que o reforço do tempo que os alunos passam na escola deve passar pela criação de um sistema de estudo orientado após o horário letivo, e não pelo simples alargamento das aulas.

A proposta contraria a intenção já manifestada pelo Governo de aumentar o horário escolar. A sugestão surge após o Governo ter manifestado intenção de alargar o horário escolar, medida que enquadra nas políticas de melhoria da qualidade do ensino e de apoio às famílias, para assegurar que os alunos permaneçam mais tempo nas escolas.

Segundo o sindicato, é fundamental não confundir o tempo dedicado às aulas com o tempo de acompanhamento educativo, uma vez que aumentar o número de horas letivas não garante, por si só, melhores resultados no ensino. O Sindprof argumenta ainda que o tempo pedagógico das aulas já está ajustado ao currículo e ao ritmo de aprendizagem dos alunos, pelo que o seu prolongamento poderá não trazer os benefícios pretendidos.

Como alternativa, a estrutura sindical propõe a criação de um período de estudo orientado no final do dia escolar, conduzido por profissionais qualificados, onde os alunos possam rever matérias, fazer trabalhos de casa, aprender métodos de estudo e participar em atividades de enriquecimento formativo.

Para o sindicato, este modelo responde às necessidades das famílias e reforça a proteção e o acompanhamento das crianças, sem misturar aulas com apoio educativo. O Sindprof afirma partilhar o objetivo de dar mais acompanhamento e oportunidades educativas aos alunos, mas insiste que as soluções adotadas devem ser pedagogicamente sólidas e socialmente equilibradas.

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