Terça-feira, 09 Junho 2026

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Prova Nacional de Matemática gera contestação em várias ilhas

A prova nacional de Matemática do 12º ano gerou esta segunda-feira, 08, forte contestação em várias ilhas do país, com alunos a saírem às ruas na cidade da Praia e em Assomada para exigir uma solução às autoridades educativas. Embora em São Vicente as provas decorreram com normalidade geral, o mesmo exame não passou sem críticas.

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Na cidade da Praia, estudantes do 12º ano manifestaram-se contra o que consideram um grau de dificuldade injustificado e a presença de conteúdos não lecionados ao longo do ano letivo. A contestação ganhou ainda maior visibilidade após a suspensão da prova na ilha do Sal, onde as autoridades reconheceram que uma parte significativa dos conteúdos avaliados não havia sido abordada nas aulas.

Em Assomada, o senário é o mesmo, os alunos da Escola Técnica Grão-Duque Henri juntaram-se ao protesto, criticando tanto o nível de exigência como a linguagem utilizada no exame. Os estudantes defenderam ainda a redução do peso da prova na classificação final, atualmente fixado em 30%, argumentando que um único exame não deve ter um impacto tão determinante no percurso académico dos alunos.

Nesta ótica, em São Vicente, o diretor da Escola Secundária Jorge Barbosa, João José dos Santos, destacou o cumprimento das orientações da Direção Nacional de Educação e a preparação antecipada da escola para garantir o bom funcionamento do processo. Ainda assim, vários estudantes mindelenses partilharam o descontentamento dos colegas de outras ilhas relativamente à prova de Matemática.

A aluna Camila da Veiga, da Escola Industrial e Comercial do Mindelo, descreveu o impacto emocional do exame entre os candidatos, afirmou que muitos se sentiram desestabilizados perante questões que ultrapassavam os conteúdos trabalhados durante o ano. A estudante manifestou preocupação com as consequências para os alunos que pretendem prosseguir os estudos no exterior.

Entre as novidades deste ano está a introdução da componente oral nas provas de Inglês e Francês, medida que causou algum desconforto por não ter sido aplicada nos últimos anos, apesar de estar prevista na legislação que regula a avaliação do ensino secundário.

O Ministério da Educação respondeu através de um comunicado divulgado no domingo, garantindo que o processo de elaboração, validação e correção das provas decorre com rigor técnico e científico, e esclarecendo que a suspensão de exames ocorre apenas em situações excecionais previstas nos regulamentos em vigor.

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