
A Presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Janira Hopffer Almada, defendeu a importância da retoma das ligações aéreas diretas entre Cabo Verde e Angola, com escala em São Tomé e Príncipe, durante um encontro de cortesia com o Presidente da República de Angola, João Lourenço, em Luanda, à margem da XV Sessão Intercalar da AP-CPLP, que terminou na sexra-feira, 24.
Antes de 2016, a TAAG – Linhas Aéreas de Angola operava voos diretos regulares entre Luanda e a ilha do Sal, com escala em São Tomé e Príncipe, servindo como elo entre os três países lusófonos. No final desse ano, os voos diretos entre Angola e Cabo Verde foram suspensos devido à falta de rentabilidade do destino.
Em 2018, o então primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, defendeu a reativação da ligação entre Praia, São Tomé e Luanda, anteriormente operada pela TAAG. Um ano depois, uma tentativa de retoma foi anunciada, com voo inaugural previsto para abril, com duas ligações semanais para a ilha do Sal, partindo de Luanda às sextas e domingos. A operação, contudo, não se consolidou de forma duradoura.
Em 2022, os primeiros-ministros de Cabo Verde e São Tomé voltaram a defender publicamente uma solução tripartida entre os três países para garantir a sustentabilidade comercial da rota, que continuava suspensa. Passados dois anos, em abril, o presidente da TAAG, António dos Santos Domingos, anunciou a intenção de retomar os voos regulares Luanda–Praia com escala em São Tomé, condicionando o anúncio à chegada de novas aeronaves (Airbus A220-300) entre julho e setembro.
No ano passado, a TAAG iniciou negociações com a Cabo Verde Airlines para estruturar uma parceria que tornasse a rota comercialmente viável, incluindo a possibilidade de uma ligação Luanda–Praia–Dakar, e os ministros dos Transportes de Angola e Cabo Verde anunciaram, à margem da 2.ª Conferência Ministerial do Turismo e Transportes Aéreos em África, em Luanda, a retoma iminente dos voos diretos entre as duas capitais, operados pela TAAG.
Agora, passados quase dez anos desde a suspensão original, o tema volta agora a ganhar destaque político ao mais alto nível, com a intervenção da Presidente do Parlamento cabo-verdiano junto do Chefe de Estado angolano, reforçando a pressão diplomática para a concretização efetiva da rota.
















































