
O Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde iniciou hoje, 19, um ciclo de capacitação em segurança humana dirigido à comunidade de São Pedro, com o objectivo de reforçar a prevenção da violência, promover a mediação comunitária e incentivar a participação dos moradores na construção de soluções para a paz e a segurança no bairro.
A iniciativa enquadra-se nas atividades comemorativas do 81.º aniversário das Nações Unidas, assinalado a 24 de outubro, e resulta de uma parceria entre o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (ONUDC), a ONU-Habitat, as autoridades municipais, as lideranças comunitárias e os moradores de São Pedro.
Na abertura da formação, a representante do Escritório das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Souza, explicou que o projecto coloca a vida, a dignidade e os direitos de cada pessoa no centro das respostas locais, procurando criar condições para que os habitantes vivam livres do medo, da violência e das privações.
Segundo a responsável, o ciclo de capacitação pretende construir respostas colectivas para os desafios da comunidade, através de propostas e soluções inovadoras que partam dos próprios moradores.
Patrícia Portela de Souza destacou ainda que a formação vai dotar os participantes de ferramentas para actuarem como “agentes da paz”, capazes de intervir em conflitos e desentendimentos do quotidiano antes que evoluam para situações de maior violência. “A evidência científica e a prática demonstram que a mediação comunitária é uma das formas mais eficazes de prevenir a criminalidade e garantir a protecção dos moradores”, afirmou.
A representante das Nações Unidas defendeu igualmente o envolvimento activo da juventude, considerando que a sua participação é essencial para assegurar resultados duradouros e sustentáveis na promoção da paz e da segurança comunitária.
O Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde pretende reforçar a sua proximidade com as comunidades e traduzir, a nível local, os princípios fundamentais da organização, assentes na paz, nos direitos humanos, no desenvolvimento e na cooperação. A expectativa é que, num período de seis meses a um ano, a mobilização comunitária produza resultados concretos e contribua para uma nova realidade de paz e segurança no bairro.






















































