
O navio militar espanhol Bam Furor (P-46) encerra esta quarta-feira, 27, uma missão de vários meses em Cabo Verde, dedicada ao reforço da segurança marítima na costa ocidental africana. O comandante do navio, Angel Garcia Estrada defende maior cooperação e troca de informações com as autoridades cabo-verdianas para combater o narcotráfico, a imigração ilegal e a pesca clandestina no Atlântico.
Durante uma visita guiada à embarcação, o comandante Angel Garcia Estrada afirmou que a colaboração entre Espanha e Cabo Verde na área da segurança marítima tem produzido resultados positivos, mas considerou necessário aprofundar a circulação de informações para melhorar a capacidade de resposta contra atividades ilícitas no mar.
Ao longo da missão, o navio passou por vários países africanos, incluindo Mauritânia, Senegal, Gana, Nigéria, Costa do Marfim e Camarões, numa operação orientada para a vigilância marítima e prevenção de crimes transnacionais. Segundo o comandante, a tripulação não identificou atividades ilegais durante a passagem pelas águas cabo-verdianas, apesar das condições meteorológicas adversas registadas na zona.
Na cidade da Praia, a equipa do navio realizou demonstrações com drones de vigilância marítima destinadas a militares cabo-verdianos e investigadores da Polícia Judiciária, numa ação voltada para o reforço das capacidades de monitorização no espaço marítimo nacional.
Angel Garcia Estrada destacou que o uso desta tecnologia permite ampliar o alcance da vigilância e detetar movimentações suspeitas a dezenas de quilómetros de distância, o que poderá representar uma mais-valia para Cabo Verde, devido à dispersão geográfica do arquipélago.
O comandante espanhol sublinhou ainda a importância estratégica de Cabo Verde no Atlântico, sobretudo nas rotas migratórias irregulares em direção às ilhas Canárias e nas operações de controlo das atividades pesqueiras. O Bam Furor conta com uma tripulação de 81 elementos, incluindo especialistas em segurança marítima, operadores de drones e equipas médicas e técnicas de recolha de informações.
Atracado no Porto da Praia desde 18 de maio, o “Furor” permanece no país até o dia 27, naquela que constitui a última escala da operação iniciada em janeiro e integrada nas Presenças Marítimas Coordenadas da União Europeia no Golfo da Guiné.
Fonte: Inforpress






































