
A Cidade da Praia recebe entre 17 e 19 de junho a segunda edição do Festival Internacional de Fado, o maior certame mundial dedicado a este género musical, com concertos, cinema e conferências distribuídos pelo Auditório Nacional Jorge Barbosa e pelo Centro Cultural Português.
Cabo Verde voltou a entrar no mapa de um festival que, desde a fundação em Madrid em 2011, não parou de crescer. Agora na sua 16.ª edição, o certame percorre 21 cidades em 15 países da Europa, Ásia, África e América Latina, e a Praia surge pela segunda vez consecutiva nessa rota, sinal de que a primeira edição deixou marca.
A programação abre no dia 17 de junho com a exibição do documentário Do Bairro, de Diogo Varela Silva, no Centro Cultural Português da Praia. Um retrato da relação íntima entre o fado e os bairros que o geraram. No dia seguinte, o Auditório Nacional Jorge Barbosa recebe Beatriz Felício, cantora e compositora de 25 anos que apresenta pela primeira vez em Cabo Verde o álbum homónimo editado pelo Museu do Fado.
Com passagens por vários países e palcos partilhados com artistas de referência, a jovem fadista representa a geração que renova o género sem lhe alterar a alma. O festival encerra no dia 19 com o Concerto/Conferência “O Fado e os Bairros”, protagonizado pelo fadista Rodrigo Costa Félix, de novo no Centro Cultural Português.
Classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, o fado é o fio condutor de um festival que usa a música para levar a língua e a cultura portuguesas a todos os continentes. A presença recorrente de Cabo Verde nesta rota reforça o papel do arquipélago enquanto ponte natural entre Portugal e a lusofonia africana.
A estreia do Festival Internacional do Fado em Cabo Verde aconteceu em setembro de 2025, quando a capital cabo-verdiana acolheu pela primeira vez o festival, na sua 15.ª edição. O evento contou com sessões no Auditório Nacional Jorge Barbosa e na Embaixada de Portugal. Sob o mote 100 anos Carlos Paredes, o programa prestou homenagem ao centenário do músico que elevou a guitarra portuguesa ao mundo.












































