
O cabo-verdiano Miguel Monteiro, diretor-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), preside a abertura do I Congresso Internacional de Língua Portuguesa e Migrações (CILPEM), que começa depois de amanhã, 29, em São Paulo. O evento, organizado pelo Núcleo de Apoio Migratório (NAMP) da Faculdade Sensu e pela Neo Education, tem como tema central o papel estratégico do Brasil na economia mundial e a difusão da língua portuguesa no contexto das migrações globais.
A abertura oficial realiza-se presencialmente no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, na capital paulista, às 10h00 (hora de S. Paulo), com a participação de representantes do poder público, da academia e da sociedade civil. A partir das 13h00, o congresso prossegue em formato online, com seis mesas de debate.
A primeira mesa debate o papel do português como instrumento de articulação geopolítica e de cooperação internacional, analisando a influência cultural e diplomática dos países lusófonos e as estratégias de projeção global do idioma em organismos multilaterais, ao passo que a segunda debruça-se sobre os fluxos migratórios contemporâneos no universo da lusofonia, abordando a integração social e linguística de migrantes, as políticas de acolhimento e os impactos culturais das diásporas transnacionais.
A terceira mesa dá protagonismo ao próprio migrante e refugiado, conectando experiências vividas à formulação de políticas públicas, e promovendo escuta ativa e humanizando o debate académico e institucional sobre mobilidade humana. Já a quarta mesa centra-se no papel das políticas linguísticas na promoção da diversidade cultural e da cooperação internacional, discutindo programas de difusão do português, direitos linguísticos e acordos educacionais entre os países da lusofonia.
A quinta mesa debruça-se sobre a internacionalização do ensino e a mobilidade estudantil, com foco em programas de intercâmbio, redes internacionais de pesquisa, publicações científicas multilíngues e a formação de competências globais em língua portuguesa. A sexta e última mesa reflete acerca dos impactos dos processos migratórios nas construções identitárias, discutindo naturalização, pertencimento, mediação intercultural e os desafios do direito administrativo internacional migratório, com destaque para a lei de migração brasileira de 2017.
O congresso é aberto a professores, investigadores, estudantes, gestores públicos, comunidades migrantes e refugiadas e instituições culturais e educacionais de todo o mundo.
A inscrição pode ser feita através do site do CILPEM. Para saber mais sobre os objetivos e as expectativas do congresso, leia a entrevista com os coordenadores do evento Igor Oliveira e Francisca Rodrigues.











































