
A utilização das redes sociais pode representar um risco para a saúde dos jovens comparável ao tabagismo, conforme avançou a Academia de Faculdades de Medicina do Reino Unido, num posicionamento divulgado ontem, 26, em resposta a um pedido do Governo britânico sobre o uso destas plataformas por menores de 16 anos.
De acordo com a instituição, os profissionais de saúde devem passar a incluir perguntas sobre o tempo de ecrã e a utilização das redes sociais nas consultas com adolescentes, como forma de identificar possíveis impactos na saúde mental e no bem-estar.
Em declarações à BBC, a pedopsiquiatra Emily Sehmer afirmou que os efeitos do uso excessivo das redes sociais podem ser “piores” do que os do tabaco, defendendo uma abordagem mais sistemática por parte dos médicos, sem julgamentos, para perceber a dimensão do problema.
O Governo britânico encontra-se a realizar uma consulta pública desde março sobre possíveis restrições ao acesso de menores de 16 anos às redes sociais, estando a analisar medidas que poderão ser implementadas ainda este ano. A Academia defende também a criação de orientações clínicas específicas para ajudar os médicos a identificar sinais de utilização prejudicial destas plataformas e dos conteúdos online.
Em paralelo, outros países têm avançado com restrições semelhantes. Em Portugal, o parlamento aprovou uma proposta que impede o acesso livre às redes sociais por menores de 16 anos, permitindo o uso a partir dos 13 anos com consentimento parental, estando a medida em discussão na especialidade.
Em França, a legislação prevê autorização dos pais para o registo de menores entre os 13 e os 16 anos, enquanto a Austrália proibiu o acesso às redes sociais a menores de 16 anos desde dezembro de 2025.
Fonte: Inforpress











































