
O primeiro-ministro eleito e presidente do PAICV, Francisco Carvalho, defendeu hoje, 03, uma maior participação dos cidadãos e das organizações da sociedade civil no acompanhamento da ação governativa, assegurando que o próximo Governo estará aberto à crítica e ao escrutínio público.
As declarações foram feitas após a audiência com o Presidente da República, José Maria Neves, no quadro das consultas aos partidos com representação parlamentar que antecedem a indigitação formal do chefe do próximo Governo, na sequência das eleições legislativas de 17 de maio. Francisco Carvalho afirmou que pretende promover uma cultura de participação cívica mais ativa, incentivando os cidadãos a acompanharem e avaliarem as decisões dos poderes públicos.
Segundo o líder do PAICV, a consolidação da democracia exige que a sociedade desempenhe um papel mais interventivo, não deixando o debate político exclusivamente nas mãos dos partidos. “O desenvolvimento do país não pode depender apenas dos partidos políticos”, defendeu, considerando que as organizações da sociedade civil e os cidadãos devem contribuir de forma permanente para a fiscalização da governação.
O futuro chefe do Governo garantiu que o executivo que liderará procurará criar condições para um debate aberto e para a manifestação de opiniões críticas, desde que construtivas, encarando esse exercício como um elemento essencial do processo democrático. Francisco Carvalho sustentou ainda que os cabo-verdianos devem sentir-se livres para expressar posições sobre os assuntos públicos e participar mais ativamente na vida política e social do país.
O PAICV venceu as eleições legislativas de 17 de maio com maioria absoluta, elegendo 37 dos 72 deputados da Assembleia Nacional. O MpD conquistou 33 assentos parlamentares e a UCID dois. Os resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições indicam que o PAICV obteve 90.660 votos, contra 84.458 do MpD. O escrutínio ficou igualmente marcado por uma taxa de abstenção de 53,5%, a mais elevada de sempre em eleições legislativas no país. A nova legislatura contará com 38 deputados e 34 deputadas.











































