Terça-feira, 20 Outubro 2026

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Governo anuncia plano para mulheres nas forças de segurança

As mulheres representam apenas 21% da Polícia Nacional e 15% das estruturas militares de Cabo Verde, por isso, o Governo promete criar o primeiro Plano Nacional de Ação sobre Mulher, Paz e Segurança para corrigir esta sub-representação. Informação avançada hoje, 20, pela ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida.

A governante falou na abertura do workshop nacional de capacitação sobre o Quadro de Resultados Continentais para a Monitorização e Relatório da Agenda Mulher, Paz e Segurança, organizado com a Comissão da CEDEAO. Apresentou os números como prova de que a paridade de género continua a ser um dos maiores desafios das forças de segurança, apesar dos avanços noutras áreas da decisão.

Na política, a diferença é grande, segundo a ministra, o Parlamento tem pela primeira vez uma mulher na presidência, a mesa parlamentar é composta por 60% de mulheres e 40% de homens, e as mulheres ocupam 47,2% dos lugares nas bancadas. Acrescentou que, também de forma inédita, há uma mulher candidata à Presidência da República. Lembrou, porém, que persistem desafios estruturais.

O plano surge como compromisso para alinhar Cabo Verde com a Resolução 1325 das Nações Unidas e com as diretrizes da União Africana e da CEDEAO. Será liderado pelo ministério responsável e desenhado com instituições públicas, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento. A ministra garante que o documento não servirá só para responder a compromissos internacionais.

O objetivo é dar ao país um instrumento de política pública com prioridades, recursos e mecanismos de monitorização claros, que articule a defesa, a segurança, a justiça, a proteção social e a promoção dos direitos das mulheres.

Adélsia Almeida defende a urgência de integrar as mulheres nos processos de decisão e de mediação de conflitos e recordou o impacto das crises humanitárias sobre elas no continente africano.

Destacou o genocídio em Ruanda, em 1994, e os conflitos na República Democrática do Congo, onde, afirma que a violência sexual e o uso de mulheres como escudos de guerra mostram a gravidade do problema.

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