
O município de São Filipe, na ilha do Fogo, inaugura no domingo, 12, o Monumento ao Emigrante, uma obra simbólica erguida na Rotunda de Lém, no acesso ao aeródromo de São Filipe, para homenagear a coragem, a esperança e o contributo da diáspora para o desenvolvimento do concelho e de Cabo Verde.
A cerimónia será presidida pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, e contará ainda com a bênção do cardeal Dom Arlindo Furtado, bispo emérito da Diocese de Santiago. Segundo a Câmara Municipal de São Filipe, o monumento pretende reconhecer o papel determinante dos emigrantes no desenvolvimento social, económico e cultural do município, bem como valorizar o contributo das comunidades cabo-verdianas espalhadas pelo mundo.
Concebida e executada por artistas locais, entre os quais Zelito Barbosa, Paulo Pina e Marcelino Henriques, a obra apresenta duas perspetivas simbólicas. De um lado representa a partida e, do outro, a chegada, evocando o percurso migratório de milhares de foguenses, sobretudo para os Estados Unidos da América, sem esquecer outros destinos da diáspora cabo-verdiana.
O monumento retrata uma família composta por um homem, uma mulher e uma criança, acompanhados por uma mala de viagem, que simboliza a esperança, o sacrifício e os laços familiares que marcaram a história da emigração cabo-verdiana. As esculturas assentam sobre um pedestal em betão com 2,5 metros de altura, construído com materiais locais.
A autarquia explica que a obra integra uma estratégia mais ampla de valorização urbana, e transforma as rotundas em espaços de identidade, memória e promoção da imagem da cidade. O projeto faz parte da iniciativa Beltches+ CulTurArte e está igualmente associado à construção da ciclovia e da via pedonal que ligam a Rotunda de Lém ao aeródromo e ao bairro III Congresso.
A inauguração do Monumento ao Emigrante integra o programa comemorativo do Dia da Cidade de São Filipe, assinalado com diversas atividades culturais e recreativas. As celebrações culminam com o tradicional Concerto do Dia da Cidade, na Alameda Cruz dos Passos, reunindo artistas e população num momento de convívio, música e celebração.
De acordo com a edilidade, estas iniciativas pretendem reforçar os laços entre os são-filipenses residentes e a diáspora, promover a cultura local e reconhecer o papel dos cidadãos que, ao longo das décadas, contribuíram para o desenvolvimento do município e do país.
















































