
O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, defende o reforço da capacidade de resposta da Proteção Civil e um acompanhamento contínuo das famílias afetadas, por isso, considera “extremamente importante” a sua presença junto das comunidades atingidas pela tragédia.
Segundo o autarca, o chefe do Governo garantiu a continuidade do apoio às famílias e às vítimas que permanecem em recuperação nos hospitais de São Filipe e da Praia. Nuías Silva indicou que, entre as famílias afetadas, apenas nove aguardavam ainda a inclusão no sistema de apoio, estando a maioria já a receber assistência das autoridades.
Destacou igualmente a mobilização de médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais para responder à situação de emergência e assegurar o acompanhamento das vítimas e familiares na fase pós-crise. Para o autarca, a resposta à tragédia não deve limitar-se ao tratamento das consequências físicas do acidente, mas deve contemplar igualmente as dimensões psicológica e social, bem como o futuro das pessoas e famílias afectadas.
“A Protecção Civil começa na comunidade”, afirmou Nuías Silva, que defende investimentos na capacitação e preparação das populações para que possam constituir o primeiro ponto de contacto do sistema de alerta e intervenção em situações de emergência.
O presidente da Câmara revelou, neste sentido, que o município de São Filipe já está a trabalhar num projeto de Proteção Civil de âmbito regional, em parceria com a Câmara de Brockton, nos Estados Unidos, pois considera necessário acelerar o processo e colocá-lo na agenda das instituições.
Durante a sua passagem pela Cidade da Praia, Nuías Silva reuniu-se ainda com a presidente da Assembleia Nacional e com representantes das Nações Unidas, que, segundo avançou, manifestaram disponibilidade para apoiar o trabalho na fase pós-crise, através da UNICEF e de outras instituições.
Para hoje, anunciou visitas às famílias enlutadas nas diferentes localidades do concelho de São Filipe, bem como ao local onde ocorreu o acidente. Nuías Silva informou também que está a ser estudada uma forma de homenagear e dignificar as 25 vítimas, preservando os seus nomes e a sua memória na história da ilha do Fogo e de Cabo Verde.
Relativamente ao início do ano letivo, o presidente da Câmara admitiu que a questão poderá ser analisada pelo gabinete de crise e pelo Governo, em articulação com o Ministério da Educação, incluindo um eventual adiamento das aulas no agrupamento escolar afetado, caso essa seja a recomendação dos psicólogos.
Considerou, contudo, que o regresso às aulas poderá igualmente contribuir para que os alunos retomem gradualmente a rotina. “É hora de cuidar das pessoas”, afirmou Nuías Silva, defendendo que a prioridade das autoridades deve estar agora centrada na recuperação, no acompanhamento pós-luto e na criação de melhores condições de protecção para as famílias atingidas pela tragédia.

















































