Segunda-feira, 06 Julho 2026

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FCF considera campanha no Mundial resultado de anos de trabalho

O presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), Mário Semedo, afirmou este domingo que a histórica participação de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 enche de orgulho todos os cabo-verdianos e representa o resultado de vários anos de trabalho desenvolvido em torno da selecção nacional.

As declarações foram feitas no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na cidade da Praia, onde os Tubarões Azuis regressaram ao país após a inédita campanha no Mundial, sendo recebidos por centenas de adeptos, familiares, dirigentes e representantes de diversas instituições.

Segundo Mário Semedo, o sentimento dominante é de satisfação pelo percurso alcançado pela seleção nacional, que conseguiu afirmar Cabo Verde entre as melhores equipas do futebol mundial. “Com muita satisfação. Penso que todos nós, os cabo-verdianos, estamos orgulhosos da nossa participação no Mundial. Não é apenas o presidente da Federação, mas todos os cabo-verdianos estão orgulhosos e satisfeitos com aquilo que a nossa seleção conseguiu alcançar”, afirmou.

O dirigente destacou que a caminhada até aos oitavos de final foi exigente, mas demonstrou a qualidade e a capacidade competitiva dos Tubarões Azuis. “Foi uma trajetória bem dura, bem difícil, mas conseguimos superar muitos obstáculos e surpreender o mundo. Este resultado representa igualmente um motivo de orgulho para a Federação e para todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em torno da seleção nacional”, sublinhou.

Para o presidente da FCF, a campanha protagonizada por Cabo Verde é o culminar de um processo de crescimento sustentado do futebol nacional. “É o corolário de todo um trabalho que temos vindo a fazer, com erros e acertos. Primeiro conseguimos o objetivo de qualificação para o Mundial, depois alcançámos uma participação digna e, posteriormente, outro feito importante, que foi ultrapassar a fase de grupos”, frisou.

Mário Semedo considerou ainda que o desempenho alcançado no Mundial aumenta a responsabilidade da Federação e da seleção para os próximos anos. “Muita coisa nos espera. Certamente os desafios serão maiores. O pós-Mundial será uma etapa muito exigente, mas penso que estaremos todos motivados e à altura desses grandes desafios”, assegurou.

O dirigente assinalou igualmente o simbolismo do regresso da seleção coincidir com as comemorações dos 51 anos da Independência Nacional. “O Dia da Independência é o dia maior de Cabo Verde, o dia em que nos tornámos um país livre e independente. Temos de celebrar esta data e é uma feliz coincidência regressarmos do Mundial precisamente no Dia da Independência”, afirmou.

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