
A Organização Mundial da Saúde (OMS) garantiu esta quinta-feira, 6, que o surto de hantavírus registado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que já provocou três mortes, não representa o início de uma epidemia nem de uma pandemia.
A garantia foi dada em conferência de imprensa, em Genebra, pela diretora interina de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, que sublinhou que o hantavírus é um agente patogénico já conhecido pelas autoridades sanitárias e sem relação com o coronavírus responsável pela covid-19.
“Não é o início de uma epidemia. Não é o início de uma pandemia”, afirmou a responsável, defendendo, no entanto, a necessidade de continuar a investir na investigação científica sobre este tipo de vírus.
Segundo a OMS, o surto permanece circunscrito ao ambiente do navio, onde foram identificados cinco casos confirmados de infeção por hantavírus, entre um total de oito casos associados, incluindo três mortes.
Por sua vez, o diretor de operações de alerta e resposta a emergências sanitárias da OMS, Abdi Rahman Mahamud, afirmou que as autoridades acreditam que a situação poderá continuar controlada caso sejam mantidas medidas adequadas de saúde pública.
O navio MV Hondius partiu de Ushuaia, na Patagónia, a 01 de abril, com destino a Cabo Verde. As autoridades sanitárias investigam se o contágio ocorreu em terra, na Argentina, Chile ou Uruguai, através de contacto com roedores infetados, ou durante a própria viagem marítima.
O primeiro caso identificado foi um passageiro holandês de 70 anos, considerado o paciente zero, que começou a apresentar sintomas a 06 de abril e morreu cinco dias depois a bordo. A esposa, de 69 anos, também morreu posteriormente na África do Sul.
Entretanto, um cidadão alemão morreu igualmente após desenvolver sintomas no final de abril, enquanto um passageiro suíço testou positivo depois de desembarcar na ilha de Santa Helena.
Na quarta-feira, três casos suspeitos foram evacuados do navio em Cabo Verde, através de voos médicos a partir da cidade da Praia. Tratam-se de dois tripulantes, britânico e holandês, com sintomas, além de um contacto assintomático.
Os hantavírus são transmitidos aos humanos através do contacto com saliva, urina ou fezes de roedores selvagens infetados. atualmente, não existe vacina nem tratamento específico contra o vírus.












































