Quinta-feira, 13 Agosto 2026

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Clima económico mantém-se favorável em 2026

A economia cabo-verdiana manteve, no segundo trimestre de 2026, um indicador de clima económico acima da média da série e superior ao registado no mesmo período de 2025, confirmando uma conjuntura globalmente favorável. Os dados constam do Inquérito de Conjuntura aos Agentes Económicos, divulgado esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que aponta, no entanto, para um abrandamento do ritmo de crescimento face ao trimestre anterior.

A quebra de confiança fez-se sentir com maior intensidade no comércio em estabelecimento, setor que prolongou a tendência descendente já observada nos trimestres anteriores. Os empresários do setor apontaram a rutura de stocks, o absentismo laboral e a escassez de pessoal com formação adequada como os principais entraves ao negócio.

Também a construção seguiu esta trajetória de queda, ainda que mantendo o indicador acima da média histórica: além do absentismo e da deterioração das perspetivas de vendas, os empresários do setor destacaram as taxas de juro elevadas e a dificuldade em aceder a crédito como fatores que condicionam a atividade.

O turismo, pelo contrário, continua a apresentar um dos indicadores mais sólidos da economia, situando-se acima da média da série, apesar de ligeiramente inferior ao valor registado há um ano. As empresas do setor identificaram como principais dificuldades a insuficiência da procura, as regulamentações estatais e a falta de pessoal qualificado.

Cenário semelhante regista-se no comércio em feira, que segue a mesma tendência descendente face a 2025, mas mantém-se, ainda assim, numa posição favorável face à média histórica. Já a indústria transformadora destacou-se pela positiva, com o indicador a manter uma trajetória ascendente e a permanecer acima da média da série.

As avarias mecânicas frequentes, o absentismo, a falta de mão de obra e os problemas de abastecimento de água e energia foram os principais constrangimentos identificados pelos empresários do setor. Nos transportes e serviços auxiliares, a confiança inverteu a tendência de subida dos últimos trimestres, mas manteve-se acima da média da série, com a concorrência, a escassez de pessoal qualificado e as regulamentações estatais a surgirem como os principais obstáculos apontados pelas empresas.

O Inquérito de Conjuntura aos Agentes Económicos resulta da síntese das respostas dadas por empresários dos setores do comércio em estabelecimento, do turismo, da construção, do comércio em feira, da indústria transformadora e dos transportes e serviços auxiliares aos transportes.

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