Quarta-feira, 21 Outubro 2026

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Cabo Verde prepara estratégia para reforçar posição na COP31

Cabo Verde está a preparar uma estratégia nacional de negociação climática para definir as prioridades do país na 31ª Conferência das Partes (COP31), que acontece de 09 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia.

Em declarações à imprensa, à margem de um seminário sobre a preparação de projetos para o Fundo Verde para o Clima (GCF), o secretário nacional da Ação Climática, Alexandre Nevsky Rodrigues, avançou que o país prevê realizar, no final de outubro, uma formação de uma semana em negociação climática.

A iniciativa deverá permitir analisar os pontos da agenda da conferência, definir as posições nacionais e preparar a participação da delegação cabo-verdiana nas negociações internacionais sobre as alterações climáticas. Segundo Alexandre Rodrigues, a dimensão da agenda da COP31 e as limitações de recursos humanos e financeiros exigem uma seleção criteriosa dos temas prioritários e dos representantes nacionais.

“Temos de priorizar e nesta priorização vamos fazer uma boa preparação”, afirmou, acrescentando que o trabalho preparatório inclui também a identificação de países e grupos com posições próximas das de Cabo Verde, de modo a facilitar a articulação durante as negociações.

O responsável destacou a importância da participação de Cabo Verde nos grupos de negociação dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, do Grupo Africano e do G77 mais China. Nesta ótica, considera que a coordenação entre estes blocos pode reforçar a capacidade de influência dos países com menor peso individual nas negociações. “Individualmente não alcançaremos muita coisa. Mas coletivamente vamos conseguir ir muito mais longe”, sublinhou.

Defende que a preparação antecipada permitirá à delegação cabo-verdiana adoptar uma participação mais estratégica, concentrada nas matérias consideradas prioritárias para o país, tendo em conta os recursos disponíveis. Entre os temas relevantes para Cabo Verde estão o financiamento climático, a adaptação às alterações climáticas e o reforço da capacidade de resposta dos pequenos Estados insulares aos impactos dos fenómenos climáticos.

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