
A Central Dessalinizadora do Palmarejo está atualmente a operar com três das quatro linhas de produção, correspondentes a cerca de 75% da capacidade instalada, devido a uma sequência de ocorrências que condicionaram temporariamente a produção e a transferência de água dessalinizada.
Segundo a Electra, não se trata de uma avaria generalizada da central, mas de constrangimentos registados nos últimos dias. A empresa prevê repor a capacidade total de produção até ao final desta segunda-feira, 10 de agosto, caso as condições operacionais permitam. A primeira ocorrência foi registada na quinta-feira, 6, com uma rotura na conduta de transferência de água produzida entre Palmarejo e Monte Babosa. De acordo com a Electra, o incidente foi provocado pela intervenção de equipamento pesado durante obras realizadas por terceiros no local.
Na sequência do ocorrido, a bombagem de água foi suspensa a pedido da Águas de Santiago (AdS), tendo sido necessário interromper preventivamente uma das duas centrais de produção para evitar o transbordo dos reservatórios. Depois da reparação da conduta e da confirmação, por parte da AdS, da reposição das condições necessárias para a retoma da bombagem, as equipas técnicas da Electra iniciaram a reativação da central que se encontrava parada.
Entretanto, na sexta-feira, 7, foi registada uma avaria num dos poços de captação de água do mar, que impediu o arranque de uma das duas linhas de produção da central. Esta linha permanece indisponível, por isso, a Central Dessalinizadora do Palmarejo está a funcionar com três das quatro linhas, cerca de 75% da sua capacidade instalada. A Electra informou que as equipas técnicas estão mobilizadas para solucionar a avaria e recuperar a capacidade total de produção.
Abastecimento condicionado na Praia
Em comunicado separado, a Águas de Santiago informou que o abastecimento de água na cidade da Praia se encontra condicionado devido à avaria técnica registada no sistema de produção da entidade responsável pelo fornecimento de água em alta. A ocorrência está a afetar o fornecimento à rede de distribuição, podendo provocar reduções de pressão e interrupções temporárias no abastecimento em algumas zonas da capital.
Mas a AdS assegurou que a situação está a ser acompanhada pelas suas equipas técnicas, em articulação com a entidade produtora e fornecedora de água em alta, e que está em curso os trabalhos necessários para o restabelecimento da normalidade.
As duas entidades afirmaram que continuarão a acompanhar a situação e a manter as partes envolvidas informadas sobre a evolução dos trabalhos. A AdS apelou ainda à utilização responsável da água dessalinizada, tendo em conta os elevados custos associados à sua produção.

















































