
O Tribunal da Comarca do Tarrafal decretou ontem, 25, prisão preventiva para 11 arguidos suspeitos da prática de vários crimes, entre os quais roubo, tráfico de droga e posse de armas, detidos no âmbito de uma operação conjunta conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Nacional.
De acordo com um comunicado divulgado pela Procuradoria-Geral da República, a operação foi realizada no quadro de dezenas de autos de instrução e respetivos apensos, visando reforçar o combate à criminalidade no município do Tarrafal, na ilha de Santiago.
As diligências decorreram em diferentes localidades do concelho, nomeadamente Colhe Bicho, Chão Bom e Ribeira das Pratas, onde as autoridades efetuaram buscas domiciliárias e deram cumprimento a vários mandados de detenção fora de flagrante delito.
Segundo a mesma fonte, a operação resultou na detenção de 15 indivíduos, considerados fortemente indiciados da prática de diversos crimes, incluindo roubo, quadrilha ou bando, tráfico de droga, furto qualificado, motim, crime de armas, abuso sexual de crianças e ofensa agravada à integridade física. Após serem presentes às autoridades judiciárias competentes para o primeiro interrogatório judicial, o tribunal decidiu aplicar a medida de coação mais gravosa a 11 dos suspeitos, decretando prisão preventiva.
Os restantes quatro arguidos ficaram sujeitos a medidas de apresentação periódica semanal na Esquadra da Polícia Nacional do Tarrafal, interdição de saída do país e obrigação de permanência na ilha de Santiago enquanto decorrem as investigações.
A Procuradoria-Geral da República sublinhou que esta operação insere-se no âmbito das acções de prevenção e repressão da criminalidade levadas a cabo pelas autoridades judiciais e policiais no concelho do Tarrafal, considerado uma das zonas sob acompanhamento devido à ocorrência de crimes violentos e atividades ligadas ao tráfico de estupefacientes.
As autoridades não divulgaram as identidades dos detidos nem detalhes adicionais sobre os factos investigados, alegando que o processo continua em fase de investigação e permanece em segredo de justiça. A operação mobilizou magistrados do Ministério Público, efetivos da Polícia Nacional e outros agentes ligados à investigação criminal, numa acção coordenada que teve como principal objetivo desmantelar grupos suspeitos de envolvimento em atividades criminosas organizadas no município.











































