Terça-feira, 26 Maio 2026

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INSP e Associação Lantuna reforçam cooperação em saúde e ambiente

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) e a Associação Lantuna assinaram esta segunda-feira, 25, um protocolo de cooperação destinado a reforçar ações conjuntas nas áreas da promoção da saúde, investigação científica e conservação ambiental, numa parceria assente na abordagem integrada “One Health”.

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A assinatura do acordo visa fortalecer iniciativas ligadas à saúde humana, animal e ambiental, promovendo uma resposta mais integrada aos desafios relacionados com a qualidade de vida das populações e a sustentabilidade dos ecossistemas.

Segundo o vogal do Conselho Diretivo do INSP, Hélio Rocha, o protocolo enquadra-se no Plano Nacional de Promoção da Saúde e na estratégia do instituto para melhorar o acesso à saúde em Cabo Verde. O responsável explicou que a parceria permitirá desenvolver projetos de investigação, campanhas de sensibilização e ações comunitárias voltadas não apenas para a saúde humana, mas também para a proteção ambiental e para o impacto que o meio ambiente exerce sobre o bem-estar das populações.

“Com este protocolo podemos ampliar as nossas investigações ligadas também à parte de saúde ambiental e ajudar os decisores a tomarem melhores decisões baseadas em evidências relativamente à saúde humana, ambiental e também animal”, afirmou.

Hélio Rocha adiantou ainda que o acordo terá uma duração inicial de um ano, com possibilidade de renovação, dependendo dos resultados alcançados e das necessidades identificadas pelas duas instituições. Por sua vez, a diretora executiva da Associação Lantuna, Ana Veiga, destacou que a organização trabalha na promoção da conservação da natureza, desenvolvimento sustentável e melhoria das condições de saúde das comunidades.

Segundo Ana Veiga, ambiente e saúde estão profundamente interligados, razão pela qual a associação considera fundamental promover boas práticas ambientais que contribuam igualmente para a saúde pública. “O ambiente e a saúde estão intimamente interligados, portanto, é o nosso dever disseminar boas práticas para a conservação do ambiente e isto directamente terá um impacto positivo também na nossa saúde”, explicou.

A responsável sublinhou ainda que a associação desenvolve há vários anos trabalhos junto de comunidades afetadas pela extracção ilegal de inertes em zonas costeiras da ilha de Santiago, promovendo alternativas sustentáveis de geração de rendimento, sobretudo para mulheres dessas localidades.

Entre os exemplos apontados, Ana Veiga destacou projetos implementados em Porto Mosquito e Porto Rincão, onde mulheres anteriormente dependentes da extracção de areia passaram a desenvolver atividades ligadas à criação de animais, beneficiando de apoio técnico e formação profissional.

Segundo a diretora executiva da Lantuna, estas iniciativas procuram conciliar a conservação dos ecossistemas com a melhoria das condições económicas e sanitárias das comunidades locais. No âmbito da parceria agora formalizada, estão previstas feiras de saúde, campanhas de sensibilização comunitária, actividades educativas e ações de comunicação digital com foco na educação ambiental e sanitária.

As duas instituições pretendem ainda expandir as iniciativas para outras ilhas do país, reforçando a abordagem transversal entre saúde pública, ambiente e desenvolvimento sustentável. “É necessário também promover o ambiente como um setor transversal e a saúde também tem a sua transversalidade”, concluiu Ana Veiga.

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