
Os agricultores de Santiago Norte alertaram para os prejuízos provocados por ratos e macacos nas plantações de milho e feijão, numa altura em que esperavam iniciar a primeira colheita, após as chuvas que favoreceram o desenvolvimento das culturas.
Ouvidas pela Inforpress, as agricultoras Maria da Purificação Vieira, de Picos Vermelho, no município de São Salvador do Mundo, e Irene Monteiro, dos Engenhos, em Santa Catarina, manifestam preocupação com os ataques dos animais, que estão a comprometer a produção agrícola em várias localidades da ilha de Santiago.
Segundo as produtoras, depois das incertezas em relação às chuvas e dos investimentos realizados na preparação dos terrenos, na compra de sementes e na contratação de mã de obra, os agricultores enfrentam agora dificuldades para proteger as plantações.
As agricultoras explicam que, nas localidades onde a sementeira foi feita mais cedo, os produtores esperavam já estar a colher milho e feijão. No entanto, os ataques dos ratos e dos macacos estão a destruir parte das culturas e a comprometer as expectativas para a presente época agrícola.
Perante este cenário, as agricultoras apelaram à intervenção das autoridades competentes para a adopção de medidas eficazes de combate às pragas e de protecção das culturas, de forma a reduzir os prejuízos dos produtores.
Entre as soluções apontadas está a possibilidade de autorizar o uso responsável de armas para combater sobretudo os macacos que destroem as plantações, desde que sejam asseguradas as necessárias condições de segurança.
As duas produtoras consideram que o problema ultrapassa os municípios de São Salvador do Mundo e Santa Catarina, afetam igualmente agricultores de outras localidades da ilha de Santiago. Aessa altura, os produtores já alimentam expectativas de uma campanha agrícola favorável, na sequência das chuvas, mas receiam agora que os ataques dos animais comprometam o aproveitamento da produção de milho e feijão.






















































