
A ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Eveline Ramos, afirmou na quarta-feira, 08, que a instalação de uma unidade de produção de gelo no cais de pesca da Preguiça, na ilha de São Nicolau, vai reforçar a capacidade de conservação do pescado, reduzir perdas e aumentar o rendimento dos pescadores.
As declarações foram feitas após uma visita técnica às obras de instalação do sistema de frio e da máquina de produção de gelo, integrada na sua primeira deslocação oficial a São Nicolau desde que assumiu funções no novo Governo. Segundo a governante, a infraestrutura permitirá aos profissionais da pesca conservar o pescado durante mais tempo, sobretudo em períodos de maior captura, criando melhores condições para a sua comercialização.
“Quando existe excesso de captura, os pescadores passam a ter condições para conservar o peixe e vendê-lo posteriormente, o que agrega valor ao produto e melhora os rendimentos dos profissionais da pesca”, afirmou Eveline Ramos. A unidade está a ser financiada no âmbito do programa de emergência do Governo destinado a mitigar os impactos das alterações climáticas e a reforçar a resiliência das comunidades piscatórias.
Durante a visita, a ministra mostrou-se satisfeita com o andamento das obras e destacou a importância de investir em infraestruturas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do setor das pescas. No âmbito da deslocação, Eveline Ramos reuniu-se igualmente com o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Nilton Monteiro, defendendo um reforço da cooperação entre o Governo e as autarquias locais.
Segundo a ministra, os municípios desempenham um papel determinante na identificação das necessidades das populações, pelo que a articulação institucional é essencial para garantir respostas mais rápidas e eficazes. “O Governo está totalmente disponível para trabalhar em estreita ligação com as estruturas locais, para que as respostas às necessidades das populações sejam mais céleres e mais acertadas”, afirmou.
A agenda da governante inclui ainda encontros com operadores do setor das pescas, com o objetivo de recolher contributos diretamente junto dos beneficiários para orientar a definição e execução dos projetos. “Nós queremos construir políticas com os beneficiários e não para os beneficiários. Eles devem participar desde a definição dos projetos até à avaliação dos resultados”, sublinhou.
















































