Segunda-feira, 04 Maio 2026

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Praia: Autoridades impedem atracação de cruzeiro com surto de hantavírus

As autoridades sanitárias cabo-verdianas impediram a atracação do navio de cruzeiro MV Hondius no Porto da Praia, após a confirmação de um surto de hantavírus a bordo, optando por manter a embarcação em alto mar como medida de precaução.

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Segundo o Ministério da Saúde de Cabo Verde, o navio entrou em águas nacionais no dia 3 de maio já sinalizado por entidades internacionais, devido à ocorrência de casos graves de doença respiratória e óbitos durante a viagem. A bordo seguem 147 pessoas, entre passageiros e tripulação, sendo que três apresentaram sintomas e foram avaliadas por equipas médicas, encontrando-se, neste momento, em estado clínico estável.

O acompanhamento está a ser feito no próprio navio, com equipas de saúde destacadas e em articulação com a Direção Nacional da Saúde, o Instituto Nacional de Saúde Pública, autoridades marítimas e a Organização Mundial da Saúde. Dados avançados pelas autoridades indicam que o surto terá provocado pelo menos três mortes ao longo do percurso do cruzeiro, que navegava entre a América do Sul e Cabo Verde. 

As autoridades garantem que, até ao momento, não há qualquer risco para a população em terra, e reforça que todas as medidas estão a ser tomadas para evitar a propagação da doença. Por sua vez, o Presidente da República, José Maria Neves, afirmou estar a acompanhar a situação, e sublinha a necessidade de vigilância contínua além de manifestar solidariedade para com os passageiros e tripulantes.

De acordo com a BBC, entre as vítimas mortais, está um casal britânico. O homem, de 70 anos, morreu a bordo do cruzeiro após começar a demonstrar sintomas do vírus. Depois, a mulher, de 69 anos, foi transportada com sintomas para a África do Sul, onde acabou por morrer num hospital em Joanesburgo. A última vítima trata-se de um homem britânico de 69 anos que terá sido transportado para Joanesburgo para receber tratamentos.

“Até ao momento, foi confirmado um caso de infeção por hantavírus em laboratório e outros cinco casos são suspeitos. Das seis pessoas afetadas, três morreram e uma está atualmente em cuidados intensivos na África do Sul”, afirma a OMS.

No comunicado, a OMS afirmou que estão em curso “investigações detalhadas” sobre a situação, que incluem outros testes laboratoriais. A Organização Mundial de Saúde Assegurou, também, que estão a ser prestados “cuidados médicos e apoio aos passageiros e à tripulação” do navio.

A hantavirose é uma doença infecciosa grave, transmitida principalmente por roedores, através do contacto com urina, fezes ou saliva contaminadas, podendo evoluir rapidamente para complicações respiratórias severas.

Fotografia: Mindel Insite

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