Terça-feira, 12 Maio 2026

Navegando por livros, telas, palcos e muito mais

Mano Preto defende maior investimento na dança em Cabo Verde

O bailarino e professor de dança contemporânea Mano Preto defendeu hoje, 12, um maior investimento na formação artística e na valorização da dança em Cabo Verde, considerando que iniciativas como o Festival Kontornu são fundamentais para o crescimento cultural do país e para a criação de novas oportunidades para os jovens artistas.

As declarações foram feitas à imprensa à margem da masterclass de dança contemporânea orientada pelo artista, realizada no Auditório Nacional, no âmbito da quarta edição do festival, que decorre na cidade da Praia até ao próximo dia 16 de Maio.

Segundo Mano Preto, o Kontornu representa atualmente uma das mais importantes plataformas de intercâmbio artístico em Cabo Verde, pois une bailarinos, professores e criadores de diferentes países num espaço de aprendizagem, partilha e criação contemporânea.

O artista destacou ainda o ambiente multicultural vivido durante o festival, e sublinhou a presença de participantes e companhias internacionais que ajudam a enriquecer o panorama artístico nacional.

“O espectáculo de abertura mostrou isso mesmo, um grande intercâmbio entre Cabo Verde e Brasil. A dança tem esse poder artístico e cultural de aproximar pessoas e criar desenvolvimento”, referiu.

Para Mano Preto, o crescimento das atividades ligadas à dança no país demonstra que existe cada vez mais interesse dos jovens pelas artes performativas, sobretudo pelas danças urbanas e contemporâneas.

Durante a masterclass, o bailarino partilhou conhecimentos técnicos e experiências adquiridas ao longo da sua carreira internacional, marcada por atuações, formações e colaborações em mais de 40 países, incluindo China, Alemanha, Estados Unidos e vários países europeus.

Segundo explicou, o objetivo da sessão foi transmitir aos participantes ferramentas criativas, técnicas de fluidez corporal e métodos de interpretação ligados à dança contemporânea.

“Fui convidado para partilhar a minha experiência. Já fui professor em grandes escolas de dança a nível mundial e acredito que Cabo Verde deve aproveitar mais as competências dos profissionais que tem dentro e fora do país”, afirmou.

Mano Preto salientou ainda que muitos bailarinos cabo-verdianos que factualmente atuam em palcos internacionais começaram a sua formação em contextos semelhantes ao do festival, defendendo maior continuidade e apoio institucional à dança contemporânea.

Questionado sobre os desafios da formação, explicou que o trabalho técnico continua a ser uma das maiores exigências da dança contemporânea, sobretudo pela necessidade de disciplina corporal, rapidez de aprendizagem e domínio da expressão artística.

Tags

Partilhar esta notícia

×