Segunda-feira, 24 Agosto 2026

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Morre Alberto Mota Gomes aos 91 anos

Alberto Mota Gomes, antigo futebolista internacional cabo-verdiano e primeiro cabo-verdiano a dedicar-se ao estudo do subsolo e dos recursos hídricos do país, morreu este domingo, 22, na cidade da Praia, aos 91 anos, conforme confirmou fonte familiar.

O funeral realiza-se esta terça-feira, dia 25 de agosto, às 16h00, com o cortejo fúnebre a partir da residência da família, na Prainha, em direção ao Cemitério da Várzea. Doutorado em Geociências-Hidrogeologia pela Universidade de Aveiro e professor catedrático na Universidade de Cabo Verde, Mota Gomes deixa um duplo legado, que atravessa tanto a ciência como o futebol nacional.

O reconhecimento pelo seu trabalho na gestão da água chegou em junho de 2020, quando o Governo lhe atribuiu a medalha do 1.º Grau de Mérito Profissional. Na altura, o então primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, descreveu-o como o homem pioneiro na gestão dos recursos hídricos e destacou a luta que travou pela sustentabilidade da água, um desafio que Cabo Verde continua a enfrentar.

Antes de se destacar na academia, Alberto Gomes já tinha deixado a sua marca nos relvados, como um dos melhores futebolistas da sua geração, ao serviço dos Travadores e, mais tarde, de um clube em Coimbra, durante os anos em que estudou em Portugal.

Já como treinador, conduziu o seu “clube de coração” a uma temporada histórica: o campeonato de Santiago e de Cabo Verde de 1972/73, conquistado sem uma única derrota, com direito a triunfo por 3-1 sobre o Castilho de São Vicente na final, disputada no Estádio da Várzea.

Zé di Nhana, um dos jogadores dessa equipa e mais tarde internacional pela primeira seleção cabo-verdiana, recorda Mota Gomes como “meu treinador”, relembrando o onze que venceu esse campeonato: Petilpon, Tchapa, Miloy, Rui, Chico Silva (Jorge), Zé di Nhana, Raulinho e Orlando, Djudja, Didó e Rubom Chiqueiro.

Mota Gomes viria a presidir também à Associação Regional de Futebol de Santiago Sul e ficou para a história do desporto nacional como o primeiro selecionador de Cabo Verde, ao comandar a equipa na Taça Amílcar Cabral, em 1978, depois de já ter orientado uma seleção cabo-verdiana numa deslocação anterior à Guiné-Bissau.

Fonte/Fotografia: Inforpress

Risco e Riso
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