
Um acidente ocorrido em maio, nunca participado à polícia nem à seguradora, está na origem da retirada da viatura de Estado afeta à segurança do antigo primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, segundo esclareceu na sexta-feira, 04, o Governo, respondendo às críticas que o próprio ex-chefe do Executivo publicou horas antes no Facebook.
Ulisses Correia e Silva afirmou que o Governo lhe retirou a viatura sem aviso prévio, questionando a forma como o processo foi conduzido. Em comunicado, o executivo rejeitou qualquer intenção política por trás da decisão, explicou que a equipa atual só teve conhecimento do acidente quando a concessionária apresentou um orçamento de reparação do veículo, informação que, garante, nunca lhe tinha sido transmitida durante a transição governativa.
Foi através da matrícula que os serviços identificaram que a viatura pertencia à equipa de segurança do antigo primeiro-ministro, procedendo depois ao seu pedido de entrega para avaliação e reparação. Segundo o Governo, o fato de o acidente de maio não ter gerado participação policial, boletim de ocorrência ou acionamento do seguro obriga agora a verificações administrativas adicionais, incluindo a identificação de quem seguia ao volante no momento do sinistro.
A viatura chegou aos serviços do Estado na quinta-feira, dia 3, seguindo de imediato para reparação. Para evitar que a segurança do antigo primeiro-ministro ficasse comprometida, o atual chefe do Governo, Francisco Carvalho, determinou a disponibilização de um veículo alternativo enquanto durar a reparação.
O executivo lamentou que um assunto que classifica como estritamente administrativo e patrimonial esteja a ser lido publicamente como uma decisão política. Daí, reforçou que os bens do Estado devem ser registados, preservados e mantidos em condições adequadas de utilização, independentemente de quem os usa.

















































