
A Cidade Velha poderá contar, a partir de 2028, com um Centro Interpretativo destinado a reforçar a valorização e a divulgação do primeiro sítio cabo-verdiano inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO. A informação foi avançada esta terça-feira, 02, pela presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Samira Baessa, durante a abertura do workshop “Centros de Interpretação do Património Cultural e Museus de Sítio: Modelos para Cidade Velha e outros sítios em Cabo Verde”, que decorre na Praia até sexta-feira.
O projeto, avaliado em mais de 150 mil contos, encontra-se em fase de preparação e já foi submetido para financiamento. Segundo a responsável, o futuro equipamento pretende colmatar as limitações do atual espaço de acolhimento e interpretação existente na Cidade Velha, considerado insuficiente para responder ao crescente número de visitantes e às novas dinâmicas associadas ao desenvolvimento do sítio histórico. “O objetivo é criar um espaço que permita aos visitantes compreender melhor a importância histórica, cultural e patrimonial da Cidade Velha, bem como o seu papel na história do Atlântico e na formação da crioulidade”, explicou.
O centro deverá oferecer uma visão mais abrangente do valor universal excepcional do sítio, proporcionando informação acessível sobre o seu contributo para a história da humanidade, a circulação de povos e culturas e a transferência de conhecimentos entre continentes. De acordo com Samira Baessa, apesar dos investimentos realizados nos últimos anos em requalificação urbana, acessibilidade e valorização ambiental, continua a existir uma lacuna ao nível da interpretação patrimonial, o que limita a experiência de quem visita o local.
A presidente do IPC sublinhou que o novo centro será concebido para responder não apenas às necessidades dos turistas, mas também às atividades de investigação científica, arqueologia, educação patrimonial e promoção cultural. O workshop em curso reúne técnicos do Instituto do Património Cultural, representantes da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago e especialistas espanhóis, com o objetivo de definir o modelo mais adequado para o futuro centro interpretativo.
Segundo a responsável, a experiência poderá servir de referência para outros espaços patrimoniais do país, mediante as devidas adaptações, incluindo o antigo Campo de Concentração do Tarrafal. Classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 2009, a Cidade Velha é considerada um dos mais importantes testemunhos da presença portuguesa em África e um marco da história atlântica.
Fonte: Inforpress











































