Terça-feira, 02 Junho 2026

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Associação de S. Francisco exige intervenção urgente contra fumaça do aterro sanitário de S. Domingos

As populações de São Francisco, Portete Acima, Agostinho Alves, Palha Sé e zonas circunvizinhas voltaram a denunciar os impactos provocados pela intensa fumaça resultante dos sucessivos incêndios no aterro sanitário situado no concelho de São Domingos, apelando à intervenção urgente das autoridades competentes.

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A preocupação foi reiterada pela Associação para o Desenvolvimento de São Francisco (ADSF), que manifestou a sua “profunda preocupação e indignação” perante aquilo que considera ser um problema recorrente e sem solução definitiva, apesar das sucessivas reclamações apresentadas pelas comunidades afectadas.

Em comunicado divulgado este fim-de-semana, a associação alertou para os efeitos negativos que a fumaça tem provocado na saúde pública, no ambiente e na qualidade de vida dos moradores das localidades vizinhas ao aterro. Segundo a ADSF, densas nuvens de fumo continuam a invadir regularmente as comunidades, afectando sobretudo crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, considerados os grupos mais vulneráveis às consequências da poluição atmosférica.

“É incompreensível que, apesar das repetidas reclamações e apelos das populações e das organizações comunitárias, a situação continue a repetir-se sem que sejam apresentadas soluções eficazes e duradouras”, refere a associação, que também dirigiu ainda um apelo à Câmara Municipal da Praia, responsável pela gestão do aterro sanitário, bem como às entidades ligadas ao sector ambiental, para que sejam adoptadas medidas concretas destinadas a eliminar os incêndios recorrentes e minimizar os impactos causados às populações.

A mais recente denúncia surge poucos dias depois de um outro alerta público lançado pelos moradores da região, a 22 de Maio, quando a população voltou a chamar a atenção para a presença constante de fumaça nas comunidades próximas. Na ocasião, os residentes manifestaram revolta pelo que classificaram como abandono por parte das autoridades e descreveram as condições de vida como cada vez mais difíceis devido à poluição provocada pelos incêndios no aterro.

Alguns moradores chegaram mesmo a comparar a situação ao sofrimento de “uma linguiça sendo cozinhada na fumaça”, numa referência à intensidade do fumo que, segundo relataram, cobre frequentemente as localidades afectadas. Os habitantes afirmam que convivem diariamente com um ambiente considerado tóxico e sufocante, situação que tem gerado preocupações crescentes quanto aos efeitos na saúde da população e à degradação das condições ambientais da zona.

Face à persistência do problema, a Associação para o Desenvolvimento de São Francisco defende que as populações merecem uma resposta célere das autoridades e recorda que o direito à saúde e a um ambiente saudável está consagrado nos direitos fundamentais dos cidadãos. Até ao momento, não são conhecidas novas medidas anunciadas pelas entidades responsáveis para resolver definitivamente a situação, que continua a preocupar milhares de moradores das comunidades situadas nas imediações do aterro sanitário.

As populações afectadas exigem uma solução estrutural para pôr termo aos incêndios recorrentes e evitar que a fumaça continue a comprometer a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos residentes.

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