
A Adega Cooperativa de Chã das Caldeiras volta a destacar-se no panorama internacional, arrecadou três medalhas na 34ª edição do Mondial des Vins Extrêmes, competição dedicada à viticultura de montanha, disputada entre mais de 1.100 produtos de 28 países.
De acordo com o regulamento do concurso, os vinhos são classificados em Grande Medalha de Ouro, Medalha de Ouro e Medalha de Prata, desde que ultrapasse a pontuação mínima de 85 centésimos e respeitando o limite de 30% dos vinhos inscritos.
O Chã Rosé 2025 foi o grande destaque da prova, ao conquistar a Grande Medalha de Ouro, enquanto os vinhos Chã Branco 2025 e Passito 2025 granjearam a medalha de Ouro.
O concurso, organizado pelo Centro de Pesquisa, Estudo, Salvaguarda, Coordenação e Valorização da Viticultura da Montanha (Cervim), colocou os vinhos cabo-verdianos a competir com produções de regiões como os Açores, as Canárias, a Toscânia, o Piemonte e Santorini, entre outras zonas de viticultura extrema.
Rosando Monteiro, responsável da cooperativa, atribui a conquista ao trabalho conjunto dos viticultores e dos trabalhadores da adega. Sublinhando que a distinção chega num momento de desafios sucessivos para a produção na ilha.
Segundo o responsável, o reconhecimento ajuda a promover os vinhos do Fogo no mercado internacional, mas também aumenta a pressão sobre a cooperativa para manter a qualidade da produção perante problemas como a escassez de chuva e as alterações nas variedades de uva provocadas pelo clima.
Com as três novas medalhas, a Adega Cooperativa de Chã das Caldeiras passa a contar dez distinções internacionais desde que começou a participar em concursos deste tipo, sendo nove ligadas ao Cervim, em Itália, e uma no Concours Mondial de Bruxelles.
A entrega oficial dos prémios da referida edição está marcada para 21 de novembro, no Vinseum, o Museu das Culturas do Vinho da Catalunha, e os vinhos com Grande Medalha de Ouro vão ainda integrar o stand do Cervim no Merano Wine Festival, em Itália.

















































