Segunda-feira, 14 Setembro 2026

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SV: Peixeiras e operadores serão transferidos para a Praça Estrela

A Câmara Municipal de São Vicente prevê concluir até ao final deste mês a transferência das peixeiras e dos operadores para a Praça Estrela, a fim de criar condições para o arranque das obras de reabilitação e modernização do mercado de peixe, do cais e da área envolvente, orçadas em mais de 500 mil contos.

A garantia foi dada esta semana pelo presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, durante o ato de consignação da empreitada, que marca o início do processo para a intervenção numa das principais estruturas ligadas à comercialização de pescado na cidade do Mindelo.

Segundo o autarca, a transferência dos vendedores constitui uma das condições necessárias para que os trabalhos possam avançar, estando ainda em fase de conclusão algumas bancas destinadas a acolher as peixeiras e os operadores durante o período de execução da obra.

Augusto Neves explica, contudo, que as principais infraestruturas de apoio ao espaço provisório já estão preparadas, nomeadamente as ligações de água e de esgoto, pelo que a autarquia pretende concluir a transferência dos vendedores e libertar o atual mercado para permitir o início da intervenção.

“Temos de começar essa obra porque já demorou algum tempo. Vai ficar uma obra emblemática para esta cidade e que nos dará um mercado mais moderno e qualificado”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de São Vicente.

A empreitada tem um prazo de execução de 18 meses e prevê uma intervenção abrangente no mercado de peixe, no cais e na área envolvente, com o objetivo de modernizar o espaço e melhorar as condições para os operadores, vendedores, pescadores e consumidores.

Presente no ato de consignação, o ministro da Coordenação de Projetos Especiais e Acesso a Fundos, José Carlos Varela, considerou que a intervenção poderá contribuir para transformar aquela zona da cidade e reforçar a atratividade turística da ilha.

Para o governante, o projeto apresenta uma componente integrada, contemplando diferentes valências e actividades associadas ao mercado e à zona marítima. “É uma obra muito facetada e integrada e vai desde espaços para peixeiras, escritórios, restaurantes e também vamos ter a questão de atracagem e desembarque de peixe”, explicou José Carlos Varela.

De acordo com o ministro, a intervenção deverá permitir melhorar não apenas as condições de comercialização do pescado, mas também a organização e funcionalidade da área envolvente, criando novos espaços e condições para actividades económicas e turísticas.

José Carlos Varela apelou, por isso, à Câmara Municipal de São Vicente, ao Ministério das Pescas e às peixeiras para que acompanhem de forma próxima a execução da empreitada e participem na fiscalização dos trabalhos.

O objetivo, salientou, é garantir que a obra seja executada dentro do prazo estabelecido e com os padrões de qualidade exigidos, tendo em conta o investimento envolvido e a importância da infra-estrutura para a cidade e para a ilha. A empreitada de reabilitação e modernização do mercado de peixe, do cais e da área envolvente está orçada em mais de 500 mil contos e conta com financiamento do Banco Mundial.

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