
Modernização do Estado, transformação digital, economia azul, descentralização e desenvolvimento do capital humano são as seis áreas que vão orientar o aprofundamento da parceria estratégica entre o Governo de Cabo Verde e o Sistema das Nações Unidas no país. A decisão é resultado da primeira Reunião de Alto Nível entre o Executivo da XI Legislatura e a Equipa País da ONU, realizada na quinta-feira, 10, na Praia.
O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, que discursou sob o tema “Parceria estratégica para acelerar as grandes transformações de Cabo Verde”, associou este alinhamento ao Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 2023-2027, orientado pelo princípio de “não deixar ninguém para trás”. Na oportunidade, afirmou que o país está “no bom caminho” para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.
Entre as prioridades que ficam definidas para a cooperação, destaca-se a aposta na juventude, através do reforço da formação profissional, do empreendedorismo e das competências digitais. Destacou também maior investimento na adaptação às alterações climáticas e na mobilização de financiamento para pequenos Estados insulares.
A economia azul surge também como uma das apostas centrais, justifica-se pelo facto de 99% do território cabo-verdiano ser mar, daí está associada ao objetivo de reduzir as assimetrias entre ilhas através do reforço da descentralização e do desenvolvimento local. Segundo Francisco Carvalho, é nestas áreas que a parceria com as Nações Unidas deverá acelerar a transição energética e a criação de emprego digno para jovens e mulheres em todos os territórios.
No plano social, a ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, por sua vez, definiu como prioridades para a cooperação o emprego digno como instrumento de combate à pobreza, a transição da economia informal para a formal, com atenção especial à inclusão económica das mulheres e a modernização da proteção social, através de serviços mais digitais e acessíveis.
Ficou ainda estabelecido o reforço das respostas dirigidas a crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência, bem como um maior investimento na igualdade de género e no combate à violência baseada no género, áreas que passam a integrar as linhas de trabalho conjunto entre o Governo e as Nações Unidas nos próximos anos.
Fotografia: Inforpress

















































