Terça-feira, 21 Julho 2026

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S.Tomé e Príncipe|Eleições Presidenciais: Votação em Cabo Verde decorreu na normalidade

Mais de 142 mil eleitores foram chamados ontem, 19, às urnas para escolher o próximo Presidente da República de São Tomé e Príncipe, escrutínio marcado por um clima de forte disputa política, mas que decorreu sem registo de incidentes de maior, tanto no país como em Cabo Verde, onde votou parte da diáspora.

Em Cabo Verde, estão inscritos 502 eleitores, distribuídos pelas mesas de voto da Praia, Assomada e ilha do Sal. Segundo a presidente da Comissão Especial da Diáspora de São Tomé e Príncipe em Cabo Verde, Miriam Possar, o processo eleitoral decorreu com normalidade. “Penso que o processo está a decorrer na normalidade. Temos tido a afluência do eleitorado de São Tomé e, até agora, não tivemos nenhum percalço ao longo do dia de hoje”, afirmou, em declarações à Inforpress, ontem, 19.

A mesa da Praia abrange os municípios da Praia, Ribeira Grande de Santiago e São Domingos, enquanto a de Assomada recebe os eleitores de Santa Catarina, Santa Cruz e São Miguel. Já a mesa da ilha do Sal concentra os eleitores residentes naquele município. Apesar de um atraso na abertura das mesas, Miriam Possar garantiu que a situação foi rapidamente ultrapassada. “Infelizmente tivemos alguns percalços e a mesa abriu às sete horas, mas conseguimos dar a volta por cima e o processo está decorrendo normalmente”, assegurou.

A responsável manifestou ainda o desejo de que os eleitores exerçam o seu direito de voto de forma consciente e que todo o processo decorra num ambiente de tranquilidade e cordialidade. No total, 142.191 eleitores estão inscritos para estas eleições, dos quais 121.670 em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, repartidos entre países da Europa e de África.

Quatro candidatos disputaram a Presidência da República: o atual chefe de Estado, Carlos Vila Nova, que procura um novo mandato, Nito d’Abreu, apontado como o principal adversário, além de Eugénio Tiny e Miques João, ambos candidatos independentes. Embora tenha anunciado a desistência da corrida presidencial, Jorge Bom Jesus permaneceu no boletim de voto por ter retirado a candidatura fora do prazo legal, pelo que qualquer voto no seu nome será considerado nulo.

A campanha eleitoral ficou marcada por momentos de tensão política e por episódios de desinformação nas redes sociais. Entre os casos registados destacam-se o acesso não autorizado à página de Facebook do Presidente Carlos Vila Nova e a divulgação de falsas sondagens e mensagens de apelo ao voto durante o período de reflexão.

Para acompanhar o processo eleitoral, estiveram no terreno várias missões internacionais de observação, incluindo representantes da União Europeia, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), G-7+ e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

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