
O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) e a Sociedade Cabo-verdiana de Música manifestaram o seu profundo pesar pelo falecimento do cantor e compositor cabo-verdiano Mário Marta, ocorrido em Portugal, aos 53 anos.
Em nota oficial, o MCIC destacou Mário Marta como “uma voz marcante” da música cabo-verdiana, sublinhando a sua capacidade de unir, com sensibilidade e autenticidade, as raízes culturais do país. O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, afirmou ter recebido a notícia com consternação, enaltecendo o percurso do artista ao longo de mais de duas décadas de carreira.
Segundo a mesma fonte, Mário Marta afirmou-se como um intérprete singular, com uma presença em palco intensa e uma voz carregada de emoção e identidade, destacando-se pela promoção da música tradicional cabo-verdiana junto de novos públicos, sem perder a sua essência. O MCIC realçou ainda o contributo do artista para a projeção da música cabo-verdiana além-fronteiras, recordando temas como “Kriol” e “Aguenta”, bem como o trabalho discográfico “Ser de Luz” (2021), considerado um reflexo da sua maturidade artística.
Também a Sociedade Cabo-Verdiana de Música (SCM) lamentou a morte do cantor, referindo, em nota de pesar, que Mário Marta construiu um percurso marcado pelo talento, autenticidade e forte ligação às mornas e coladeiras, conquistando o respeito e a admiração do público tanto no país como na diáspora. A instituição considerou que a sua partida representa uma grande perda para a cultura e para a música nacional, destacando não apenas a sua voz, mas também as suas qualidades humanas, como a humildade, generosidade e o contributo artístico.
Neste momento de dor, ambas as instituições endereçaram as mais sentidas condolências à família, amigos e à comunidade artística, sublinhando que o legado de Mário Marta permanecerá vivo através da sua obra e do impacto deixado na cultura cabo-verdiana.












































