
A Biblioteca Nacional de Cabo Verde anunciou nesta sexta-feira, 17 de abril, que a ilha Brava vai receber, no próximo mês de Junho, a Feira do Livro e a final da IV edição do Concurso Nacional de Leitura, eventos que deverão mobilizar participantes de todo o país.
A informação foi avançada pela presidente da instituição, Matilde Santos durante uma visita à ilha, e explicou que a deslocação visa preparar o plano estratégico para a realização destas atividades. Segundo a dirigente, Junho será um mês “bastante desafiante”, mas também de “grande relevância” para a Brava, tendo em conta a dimensão e o impacto das iniciativas previstas.
A final do Concurso Nacional de Leitura está marcada para o dia 12 de Junho e deverá reunir participantes com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos, provenientes de quase todos os concelhos do país. Nesta quarta edição, o concurso contou com mais de cinco mil participantes desde a fase inicial, iniciada em Novembro de 2025.
Para a final, está prevista a deslocação de uma comitiva superior a 80 pessoas, incluindo alunos finalistas e respetivos acompanhantes, membros do júri, técnicos e representantes ligados ao Plano Nacional de Leitura e aos ministérios da Cultura e da Educação. A selecção final dos 32 alunos concorrentes será conhecida no início de Maio, após a conclusão da fase nacional do concurso.
Matilde Santos sublinhou que a realização destas iniciativas resulta de uma articulação entre diversas entidades, nomeadamente o Plano Nacional de Leitura, a Delegação do Ministério da Educação na Brava e a Câmara Municipal, enquanto anfitriã do evento.
Paralelamente, terá lugar a primeira edição da Feira do Livro de 2026, entre os dias 15 e 16 de Junho, o que, segundo a responsável, “eleva o nível de exigência organizativa”. No total, os dois eventos deverão envolver mais de uma centena de participantes oriundos de cerca de 20 municípios.
A presidente da Biblioteca Nacional destacou ainda a importância da descentralização cultural, defendendo que eventos desta dimensão podem ser realizados em qualquer ilha do país. “Estamos aqui para mostrar que é possível levar actividades de Santo Antão à Brava, envolvendo parceiros nacionais e internacionais”, afirmou.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Amândio Brito, considerou que a realização destes eventos representa uma oportunidade para afirmar a ilha no panorama nacional. “A ilha Brava está na moda”, afirmou, reconhecendo, no entanto, os desafios logísticos associados à organização, nomeadamente ao nível do transporte, alojamento, alimentação e mobilidade interna.
O autarca assegurou que já estão em curso os preparativos, com equipas e comissões de trabalho constituídas, e defendeu que os benefícios destas iniciativas devem abranger toda a ilha, incluindo localidades como Furna, Nossa Senhora do Monte e Fajã d’Água, bem como a diáspora bravense.
Amândio Brito manifestou confiança no sucesso das actividades, sublinhando que esta será uma oportunidade para demonstrar a capacidade da ilha Brava em acolher eventos de grande dimensão e reforçar a sua centralidade cultural em Cabo Verde.












































