Terça-feira, 12 Maio 2026

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Legislativas: UCID propõe Fundo de Emergência Climática

O presidente e candidato da UCID às eleições legislativas, João Santos Luís, defendeu no domingo, 10, a criação de um Fundo Municipal de Emergências Climáticas nas câmaras municipais para apoiar rapidamente as populações afectadas por tempestades e outros fenómenos extremos.

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A proposta foi apresentada durante um contacto com moradores da zona de Bela Vista, em São Vicente, uma das áreas afetadas pela tempestade Erin de 13 de Agosto. Durante a visita, vários moradores queixaram-se de não terem recebido apoios do Governo após os prejuízos causados pela tempestade, situação que João Santos Luís considerou preocupante.

“O Governo devia ter uma posição maior na recuperação e no apoio às pessoas que foram prejudicadas por causa da tempestade”, afirmou o candidato, considerando que a resposta governamental foi “muito diminuta”.

Segundo o líder da UCID, Bela Vista é uma das zonas mais vulneráveis da ilha de São Vicente devido aos problemas de requalificação urbana e aos assentamentos habitacionais desordenados, fatores que, na sua opinião, agravaram os impactos da tempestade Erin.

Perante este cenário, João Santos Luís defendeu a criação de um Fundo Municipal de Emergências Climáticas financiado pelo Estado, pelas câmaras municipais e por parceiros internacionais, com o objetivo de permitir às autarquias responder de forma rápida em situações de emergência, sem depender exclusivamente do Governo central.

O candidato afirmou ainda que São Vicente “continua a viver uma situação de remendos”, criticando a ausência de obras estruturantes capazes de preparar a ilha para futuros fenómenos extremos. João Santos Luís denunciou igualmente o aumento do número de casas com tetos em risco de desabamento e afirmou que agricultores das localidades de Txon d’Holanda, Calhau e Madeiral continuam sem receber apoio após os prejuízos provocados pela tempestade.

Como medidas de prevenção, o presidente da UCID defendeu investimentos em infra-estruturas de proteção de encostas, obras de correcção torrencial, sistemas de drenagem e desobstrução de diques.

PTS promete fixar juventude qualificada e reforçar fiscalização da ação governativa

A líder do Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), Jónica Brito, afirmou hoje, 11, que a prioridade absoluta do partido passa pela fixação da juventude qualificada no país e pelo reforço da fiscalização da ação governativa no Parlamento.

Em declarações à imprensa, Jónica Brito apresentou PTS como alternativa ao que considera ser o “sufoco” provocado pelo bipartidarismo em Cabo Verde, defendendo uma rutura com o atual sistema político e uma prática democrática mais próxima das populações.

Segundo a líder partidária, um dos principais desafios do país continua a ser a saída de jovens qualificados, situação que, na sua perspetiva, exige medidas concretas de valorização da mão-de-obra cabo-verdiana e aumento do rendimento das famílias.

Neste sentido, o PTS propõe o aumento do salário mínimo como medida imediata para devolver esperança às novas gerações e estimular o potencial individual e coletivo da juventude cabo-verdiana.

“Não podemos continuar a falar em liberdade e democracia num país que mostra números, mas cuja população, na prática, não sente esses efeitos”, afirmou Jónica Brito, acrescentando que o partido pretende assumir-se como “voz fiscalizadora” dentro do Parlamento cabo-verdiano.

Questionada sobre o crescente descrédito dos jovens em relação à política, a presidente do PTS afirmou que o partido diferencia-se das restantes forças políticas por apostar em candidatos vindos das comunidades e próximos da realidade das famílias cabo-verdianas.

Segundo explicou, as listas eleitorais do partido integram jovens “capazes e vindos de dentro das comunidades”, conhecedores dos problemas enfrentados diariamente nas zonas periféricas e marcadas, muitas vezes, pelo sentimento de abandono por parte das instituições centrais.

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