A equipa de São Vicente confirmou o favoritismo ainda na primeira parte, inaugurando o marcador aos 19 minutos por intermédio de Bishe, que viria a ser eleito o Melhor Jogador (MVP) da partida.
O segundo golo surgiu já em cima do intervalo, aos 45 minutos, na sequência de um autogolo da formação de Santiago Norte, fixando o resultado final em 2-0.
No final do encontro, o treinador do Mindelense, Miky Medina, destacou a importância da conquista, sublinhando o simbolismo do título. “Vencer esta taça tem um sabor como se fosse o primeiro título. É um orgulho enorme, especialmente pelo apoio fantástico dos adeptos”, afirmou.
Do lado do Nhagar, o treinador CJ Moreno mostrou-se conformado com o desfecho, mas satisfeito com o percurso da equipa, que se estreou na competição. “Foi um bom jogo. Esta final serviu de uma enorme experiência para a nossa equipa, que conseguiu chegar logo à final. Saímos de cabeça erguida”, disse.
Presente no evento, o vice-presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, Mário Avelino, considerou o Mindelense um “merecido vencedor”, mas elogiou a prestação do Nhagar. “O Mindelense foi superior, mas o Nhagar teve uma prestação muito positiva. É uma equipa que dignificou a competição”, afirmou.
Sobre a escolha da ilha do Sal para acolher a Final Four e a final da prova, o dirigente destacou a capacidade organizativa local. “A ilha do Sal já é um habitué nestas andanças e tem dado provas sucessivas da sua capacidade em acolher grandes eventos desportivos”, concluiu.
Com esta vitória, o Mindelense reforça o seu estatuto de um dos clubes mais titulados do futebol cabo-verdiano, perante um Estádio Marcelo Leitão que voltou a ser palco de uma grande final nacional.