
Um violento incêndio deflagrou esta tarde em Ponta Belém, na Cidade da Praia, destruindo mais de 80% das mercadorias da zona, afectando igualmente habitações e um edifício nas proximidades. O sinistro mobilizou um significativo aparato dos bombeiros, que permaneciam no local ao final da tarde em operações de combate às chamas e de rescaldo.
Segundo testemunhas, o fogo teve início pouco antes das 15h00. Cerca de meia hora depois, as chamas continuavam activas apesar dos esforços envidados para conter a sua propagação. A situação teve repercussões no trânsito da zona: até às 22h00, a avenida Amilcar Cabral, no Plateau, encontrava-se encerrada à circulação, e o cheiro a fumo fazia-se sentir nos bairros vizinhos, nomeadamente em Achada Santo António.
O incêndio causou prejuízos avultados às vendedeiras da zona, na sua maioria mulheres que dependem exclusivamente desta actividade para o sustento das suas famílias e que assistiram, entre lágrimas e desespero, à destruição de bens acumulados ao longo de anos de trabalho.
Perante a rápida propagação das chamas, membros da sociedade civil mobilizaram-se espontaneamente para tentar salvar mercadorias e impedir que o fogo atingisse outras estruturas. Segundo relatos de pessoas presentes no local, a porta do recinto onde estavam armazenadas as roupas esteve encerrada durante alguns momentos, tendo sido posteriormente arrombada para permitir a retirada dos bens. A intervenção popular, com a participação de moradores, comerciantes e transeuntes, permitiu salvar parte das mercadorias antes da chegada dos bombeiros.
A situação gerou também momentos de tensão, com algumas pessoas a manifestarem indignação relativamente à resposta inicial ao incêndio. Vários presentes afirmaram ter contactado os serviços de bombeiros logo após detectarem o fogo.
Uma fonte dos bombeiros indicou que as causas do incêndio estão ainda por determinar, adiantando, no entanto, que uma das hipóteses em análise aponta para fogo posto — informação que deverá ser confirmada ou descartada no decurso das investigações. Não há registo de vítimas nem um balanço oficial dos prejuízos.











































