Segunda-feira, 27 Abril 2026

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Fase piloto do 5G arranca na Praia com foco nas empresas

A fase piloto da tecnologia 5G arrancou na cidade da Praia, numa iniciativa orientada para empresas e destinada a testar o potencial desta nova geração de telecomunicações em Cabo Verde. O projeto está a ser desenvolvido no Tech Park Cabo Verde, onde funciona como um ambiente de experimentação tecnológica, permitindo às empresas aceder gratuitamente à rede para desenvolver e validar soluções inovadoras.

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Segundo o responsável do departamento de projectos de engenharia da CV Telecom, Valdemar Monteiro, o 5G representa “uma tecnologia disruptiva”, com capacidade para transformar o sector digital no país. “A tecnologia 5G tem uma largura de banda cerca de 10 vezes superior ao 4G e uma latência muito baixa, o que permite o desenvolvimento de aplicações em tempo real”, explicou.

Nesta fase inicial, o projecto está circunscrito a um único “site” 5G, com suporte ainda baseado na rede 4G, o que exigirá investimentos adicionais para a expansão da infra-estrutura.

Ainda assim, as potencialidades da tecnologia já são evidentes, nomeadamente no desenvolvimento de soluções nas áreas da mobilidade, jogos e Internet das Coisas, criando novas oportunidades para startups e empresas tecnológicas.

Para o administrador não executivo do Tech Park, Carlos Delgado, esta iniciativa reforça o papel daquele espaço enquanto plataforma de inovação. “O Tech Park foi concebido para promover experiências e transformar ideias em realidade”, afirmou, destacando que mais de duas dezenas de empresas instaladas poderão beneficiar diretamente desta tecnologia.

A disponibilização do serviço ao público em geral não deverá acontecer antes de 2027 ou 2028, dependendo da evolução da infra-estrutura, dos investimentos das operadoras e do enquadramento regulatório. Apesar disso, o 5G deverá melhorar significativamente a capacidade e qualidade da rede, sobretudo nos centros urbanos, ainda que não elimine totalmente as zonas de sombra.

A fase piloto terá a duração de até 12 meses, período durante o qual empresas e parceiros poderão testar soluções, avaliar o desempenho da tecnologia e contribuir para a definição de futuras ofertas comerciais no país. A expansão do projeto a outras ilhas, como São Vicente, está também a ser considerada numa fase posterior.

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