
Cerca de 30 técnicos das áreas de psicologia e intervenção social estão mobilizados no acompanhamento das vítimas e das famílias afetadas pelo acidente ocorrido a 5 de setembro, no Fogo, que provocou 25 mortos e 14 feridos. A equipa conta ainda com o apoio de especialistas em intervenção espiritual disponibilizados pelas confissões religiosas.
A informação foi avançada pela ministra da Família, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, que explicou que cinco equipas estão atualmente no terreno, com intervenções no Hospital Regional São Francisco de Assis (HRSFA) e nas comunidades afetadas.
Uma das equipas está dedicada ao acompanhamento dos doentes internados e das pessoas envolvidas nas operações de resgate. Outra, constituída por psicólogos e com o apoio de um psiquiatra, acompanha de forma sistemática os casos considerados urgentes e identificados pelas equipas de intervenção.
Duas outras equipas encontram-se distribuídas pelas comunidades, desde Velho Manuel até Monte Preto, dando continuidade ao diagnóstico e às intervenções iniciadas nos primeiros dias após a tragédia. Uma quinta equipa, formada por profissionais de enfermagem e acompanhada por um psiquiatra, desloca-se às diferentes localidades através de um posto móvel disponibilizado pela Câmara Municipal de São Filipe, com o objetivo de prestar cuidados primários e responder a situações médicas urgentes.
Segundo Adélsia Almeida, a intervenção está organizada em duas frentes principais: uma nas comunidades e outra no hospital, onde funciona uma equipa “bastante coesa” para acompanhar as pessoas que procuram as estruturas de saúde.
A partir desta quinta-feira, 09, dois especialistas estarão disponíveis na Delegacia de Saúde de São Filipe para prestar acompanhamento psicossocial às pessoas que sintam necessidade de apoio. A ministra reconheceu que já foram identificadas situações “bastante complexas”, mas considerou que estas estão dentro do esperado face ao impacto do acidente nas famílias, crianças, pais, encarregados de educação e em toda a comunidade educativa.
A intervenção de emergência deverá prolongar-se por um período de oito a dez dias. Posteriormente, será implementado um plano de acompanhamento de médio e longo prazo, com especial atenção à comunidade educativa e ao processo de retoma das aulas.
Para esta nova fase está a ser mobilizada uma equipa multidisciplinar que envolve técnicos dos ministérios da Educação, Família, Saúde e Reinserção Social, das delegacias de saúde da ilha e profissionais do Hospital Regional São Francisco de Assis.
O trabalho conta também com o apoio de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), nas áreas da saúde e protecção social, além da colaboração da Universidade Católica de Cabo Verde e de representantes das confissões religiosas. Entretanto, continuam a multiplicar-se os gestos de solidariedade para com as vítimas e familiares afectados pela tragédia.

















































