
A seleção cabo-verdiana feminina de futebol perdeu este domingo por 3-2 diante do Mali, em jogo da segunda jornada do Grupo D da Taça das Nações Africanas (CAN) Feminina 2026, disputado no Estádio Larbi Zaouli, em Casablanca, Marrocos, resultado que afasta matematicamente as “Tubaroas Azuis” da corrida aos quartos de final.
À entrada para o encontro, tanto Cabo Verde como o Mali já conheciam a vitória dos Camarões sobre o Gana por 1-0, resultado que obrigava ambas as equipas a vencer para continuarem a sonhar com a qualificação.
A seleção maliana entrou melhor na partida e inaugurou o marcador aos 26 minutos, por intermédio de Oumu Koné. A reação cabo-verdiana surgiu aos 35 minutos, quando Evy Pereira restabeleceu a igualdade e entrou para a história ao marcar o primeiro golo de sempre da seleção feminina de Cabo Verde numa fase final do Campeonato Africano das Nações.
Na segunda parte, Fatoumata Niakaté voltou a colocar o Mali em vantagem aos 53 minutos e voltou a marcar aos 80, ampliando o resultado para 3-1. Os dois golos resultaram de falhas defensivas da equipa cabo-verdiana, que permitiu espaços aproveitados pelas adversárias.
Apesar da desvantagem, as comandadas de Silvéria Nédio não desistiram da partida e reduziram aos 88 minutos, por intermédio de Kelly, que cabeceou para o fundo das redes na sequência de um pontapé de canto, fixando o resultado final em 3-2.
No final do encontro, a selecionadora nacional destacou a exibição das suas jogadoras e considerou que Cabo Verde realizou o melhor jogo desde o início da competição. “Hoje fizemos um grande jogo. As meninas estiveram muito bem, tomaram decisões rápidas, cumpriram aquilo que preparámos e demonstraram uma enorme determinação dentro do campo. Infelizmente perdemos por 3-2, mas estou muito orgulhosa da atitude da equipa”, afirmou.
Apesar da eliminação, Nita sublinhou que a estreia de Cabo Verde numa fase final do CAN deve ser encarada como um processo de aprendizagem. “Esta é a nossa primeira participação e isso também pesa. Estamos todos tristes, mas faz parte do crescimento. Vamos continuar a trabalhar para que, nas próximas participações, possamos chegar ainda mais longe”, referiu.
A técnica cabo-verdiana reconheceu igualmente que os golos sofridos de forma semelhante evidenciam aspetos que ainda precisam de ser melhorados. “Sofremos dois golos praticamente da mesma forma. Isso também acontece pela falta de hábito e experiência neste tipo de competição, mas faz parte do processo de aprendizagem.”
Já a pensar no último compromisso da fase de grupos, frente aos Camarões, Silvéria Nédio mostrou confiança na evolução da equipa e garantiu que Cabo Verde continuará a lutar pela vitória. “Hoje fizemos um bom jogo e com os Camarões faremos ainda um melhor jogo. Continuamos com a mesma meta, que é ganhar. Vamos preparar esse encontro com dignidade, determinação e acreditar até ao fim.”
A selecionadora deixou ainda uma mensagem de incentivo às jogadoras, que saíram visivelmente abaladas com o resultado. “Dou os parabéns às minhas meninas. Estão tristes, tal como toda a equipa técnica, mas deram tudo até ao último minuto. Vamos levantar a cabeça, continuar a trabalhar e dignificar o futebol feminino de Cabo Verde.”
Com esta segunda derrota consecutiva, depois do desaire frente ao Gana na jornada inaugural, Cabo Verde permanece sem pontos e fica matematicamente afastado dos quartos de final na sua estreia absoluta numa fase final da Taça das Nações Africanas Feminina, oito anos após a criação da seleção nacional.
Na última jornada do Grupo D, marcada para 6 de agosto, Cabo Verde defronta os já apurados Camarões, enquanto Mali e Gana disputam a outra vaga de acesso à fase seguinte. Após duas jornadas, os Camarões lideram o grupo com seis pontos, seguidos de Mali e Gana, ambos com três, enquanto Cabo Verde ocupa a última posição, ainda sem pontuar.
















































