
A Cabo Verde Airlines anunciou nesta quarta-feira, 22 de abril, a retoma das ligações aéreas entre Cabo Verde e os Estados Unidos da América. Esta acontecerá com lançamento da nova rota Praia–Providence–Praia, cujo arranque está marcado para 4 de maio.
Após seis anos de interrupção, a transportadora nacional volta a operar para o mercado norte-americano, numa primeira fase com um voo semanal entre a cidade da Praia e Providence. A partir de junho, a companhia prevê reforçar a operação com uma segunda frequência semanal, passando a incluir uma ligação entre Providence e a ilha do Sal.
Em declarações à imprensa, no final da apresentação oficial da rota, realizada ontem na cidade da Praia, o ministro do Turismo e Transportes, José Luís Sá Nogueira, destacou a importância estratégica desta retoma, sublinhando que o processo exigiu um longo trabalho técnico, operacional e institucional, que envolveu autoridades nacionais e internacionais.
Segundo o governante, o regresso aos Estados Unidos da América responde a uma antiga reivindicação da diáspora cabo-verdiana e insere-se na estratégia de recuperação e expansão da transportadora no período pós-pandemia. “O mais importante é que conseguimos chegar ao dia de hoje e celebrar o lançamento do voo”, afirmou. O ministro salientou ainda que a nova rota permitirá uma ligação direta à comunidade cabo-verdiana residente nos Estados Unidos, o que elimina escalas tradicionais em Lisboa ou nos Açores, e melhora significativamente a experiência de viagem.
Além da diáspora, o Governo acredita no potencial turístico do mercado norte-americano, e destaca expectativa de atrair não apenas cabo-verdianos residentes no exterior, mas também turistas interessados em conhecer o arquipélago. Neste sentido, a futura ligação a partir da ilha do Sal deverá reforçar este objetivo, possibilitando o desenvolvimento de pacotes turísticos e operações de “stopover”, com entrada pela principal ilha turística do país.
Por seu turno, o presidente da TACV, Armindo Sousa, explicou que a ausência da empresa no mercado norte-americano resultou, em grande parte, da pandemia da covid-19, que interrompeu operações e levou à perda de competências técnicas essenciais para voos transatlânticos.
Entre essas competências destacou a certificação ETOPS, necessária para operar longas rotas sobre o Atlântico, que só foi recuperada no final de 2025. Com essa certificação restabelecida, a companhia avançou para a obtenção das autorizações junto das autoridades dos Estados Unidos e do Brasil, culminando agora com a retoma das operações internacionais.
A Cabo Verde Airlines garantiu que utilizará aeronaves Boeing 737, consideradas eficientes em termos de consumo de combustível, para assegurar a viabilidade económica da rota, apesar de algumas limitações operacionais na capacidade total de passageiros. Segundo a administração, a empresa dispõe de recursos humanos e estrutura para expandir gradualmente a frota e aumentar a rede de destinos nos próximos anos.












































