Segunda-feira, 04 Maio 2026

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Cabo Verde recebe elogios pela candidatura a capital cultural africana

O presidente da Comissão Executiva das Capitais Africanas da Cultura elogiou hoje, 04, a candidatura de Cabo Verde para acolher a edição de 2028, destacando a qualidade do dossiê apresentado, além de  defender a implementação de um programa abrangente, capaz de envolver todo o território nacional.

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Adama Traoré fez estas declarações durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, realizada na cidade da Praia, no âmbito do anúncio da escolha do arquipélago como próxima Capital Africana da Cultura. O responsável sublinhou a “consistência e qualidade” do dossiê cabo-verdiano, destacando os mecanismos de apoio à promoção cultural e o potencial de investimento demonstrado.

“Cada vez que estivemos aqui, o acolhimento foi muito caloroso e pensamos que vocês estão capazes de acolher a África, incluindo a diáspora”, afirmou. Traoré defende um modelo de organização que envolva o Estado, as autarquias e os actores não-estatais, numa lógica de desenvolvimento territorial integrado.

Por sua vez, Augusto Veiga considera que a escolha representa uma oportunidade histórica para Cabo Verde, assumindo o compromisso de concretizar um programa ambicioso e inclusivo. “O nosso objetivo é que seja um evento transformativo, que coloque a cultura no centro da agenda e da dinâmica de desenvolvimento do país”, afirmou o governante.

O ministro destacou ainda o caráter inovador da escolha, sublinhando que Cabo Verde será o primeiro país insular a acolher esta iniciativa. Segundo explicou, o programa será estruturado com base em pilares como a herança histórica, a memória coletiva e as práticas culturais, envolvendo a juventude e promovendo as indústrias criativas.

“Queremos um programa coerente, criativo e inovador, que transmita a nossa cultura, mas sobretudo a cultura africana”, reforçou, acrescentando que o evento será descentralizado, de forma a garantir que os seus benefícios cheguem a todas as ilhas.

Augusto Veiga indicou ainda que o trabalho preparatório já está em curso, com a criação de uma comissão executiva e a mobilização de curadores para diferentes áreas artísticas. A Capital Africana da Cultura 2028 decorrerá de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro, com Cabo Verde a assumir-se como palco de promoção da cultura africana, reforço da cooperação continental e valorização das indústrias criativas, envolvendo também a diáspora.

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