Segunda-feira, 11 Maio 2026

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Mais de 100 pessoas começam a deixar o cruzeiro MV Hondius

A operação para desembarcar e repatriar mais de 100 pessoas a bordo do cruzeiro MV Hondius arrancou na manhã deste domingo, nas ilhas Canárias, após o surto de hantavírus que colocou o navio em quarentena em Cabo Verde.

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O primeiro grupo de passageiros e tripulantes deixou o navio por volta das 07h30 (hora de Cabo Verde), utilizando máscaras e fatos completos de proteção sanitária. A transferência foi feita numa lancha até ao cais do porto industrial de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife.

O paquete chegou de madrugada às Canárias, depois de ter permanecido vários dias ao largo do Porto da Praia, em Cabo Verde, devido ao alerta sanitário internacional provocado pelo surto do vírus. Segundo informações avançadas pela empresa proprietária do navio, encontram-se atualmente 147 pessoas a bordo, entre passageiros, tripulantes e equipas médicas da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

Após a ancoragem, uma equipa médica do serviço Saúde Exterior do Governo espanhol subiu ao navio para avaliar a situação clínica dos ocupantes. Depois dessa avaliação, iniciou-se o desembarque gradual das pessoas que serão repatriadas para vários países europeus e outros destinos internacionais. A ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, explicou que os primeiros a serem transportados foram 14 cidadãos espanhóis, encaminhados para um hospital militar em Madrid.

O último voo de repatriamento deverá acontecer hoje à tarde, com destino à Austrália, transportando seis passageiros de diferentes nacionalidades.  Pelo menos 30 membros da tripulação deverão permanecer a bordo para conduzir o navio até aos Países Baixos, onde está registada a embarcação. As autoridades espanholas implementaram um forte dispositivo de segurança sanitária, mantendo isoladas as zonas do porto e do aeroporto de Tenerife Sul utilizadas na operação.

O transporte entre o porto e o aeroporto está a ser realizado em veículos militares, sem contacto com a população local. A operação é coordenada pelas autoridades de Espanha, Países Baixos, OMS e ECDC. Até ao momento, a OMS confirmou seis casos de infeção por hantavírus entre oito suspeitos identificados. Três pessoas morreram, embora nenhum dos casos confirmados permaneça atualmente a bordo do navio. De acordo com as autoridades sanitárias internacionais, nenhuma das pessoas que ainda se encontram no “MV Hondius” apresenta sintomas da doença.

O navio fazia uma travessia entre a Argentina e Cabo Verde quando o surto foi detetado. A variante identificada, conhecida como hantavírus Andes, é considerada rara e pode transmitir-se entre pessoas. Apesar da situação, a OMS considera que o risco atual para a saúde pública internacional permanece baixo.

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