A lista integra trabalhos musicais lançados entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2025, refletindo a diversidade e a vitalidade do panorama musical nacional. Entre os artistas mais nomeados destaca-se Garry, com cinco indicações. Logo atrás surgem Djodje, Fattu Djakité, Josslyn e June Freedom, com quatro nomeações cada.
Na categoria Música do Ano, concorrem “Ave Maria” (Trakinuz), “Badja Tina” (Fattu Djakité), “Lua” (Djodje) e “Passada” (Garry). Já para Álbum do Ano estão nomeados “100% Mi” (Garry), “Casa Mira Mar” (June Freedom), “Nô Tchal Tê Li” (Ceuzany) e “Spera Mundo” (Tcheka).
Na categoria Música Popular do Ano a disputa é entre “Malibu” (Josslyn com Mc Acondize), “Maz um Beijo” (Dennyh), “Nha Preta” (Hélio Batalha com Garry) e “Vibra ku Mi” (Miguel KR).
Para Intérprete Feminina do Ano estão nomeadas Ceuzany, Cremilda Medina, Josslyn e Rislene, enquanto na categoria Masculina concorrem Dieg, Djodje, Garry e Tcheka.
Nas categorias reservadas aos géneros tradicionais, Morna do Ano inclui temas de Cremilda Medina, Zerui de Pina e Iolanda Pereira, enquanto Coladeira do Ano reúne faixas gravadas por Zulu, Assol Garcia e Neuza de Pina.
Já na categoria Funaná do Ano, competem Zulu, Beto Dias e Zé Delgado, ao passo que Berdianas Unidas, Flor de Esperança e Elida Almeida com Freirianas Guerreiras concorrem na secção Batuku do Ano.
A categoria Música Tradicional do Ano conta como concorrentes Zulu, Tcheka e Ceuzany com Fábio Ramos, enquanto o Kotxi Pó do Ano está a ser disputado por Fidjus Codé di Dona, Garry e PNMB.
Uma das principais novidades desta edição é o alargamento do número de nomeados em algumas categorias, nomeadamente Kizomba, Hip Hop, Afrobeat/House/Pop e Outros Ritmos, que passam de quatro para seis candidatos. De acordo com a organização do evento, esta alteração reflete o aumento da produção musical e a emergência de novos estilos, sobretudo entre os artistas da nova geração.
Nas categorias mais contemporâneas, a Kizomba do Ano inclui nomes como Dynamo, Loony Johnson, Djodje e Garry, enquanto o Hip Hop do Ano reúne Hélio Batalha, Rislene, Indira, Batchart, Apollo G e Nenny.
Na categoria Afrobeat/House/Pop do Ano, competem Trakinuz, June Freedom, Neyna, Josslyn, Hélio Batalha e Lisandro Cuxi, enquanto em Outros Ritmos do Ano surgem Fattu Djakité, Neyna, Dieg, CESF, Éllàh e Miguel KR.
A Colaboração do Ano reúne parcerias entre Batchart e Maya, Hélio Batalha e Garry, Josslyn e Mc Acondize, e June Freedom, Djodje e Loose Jr.
Na categoria Artista Revelação do Ano, destacam-se Alyrio, Dennyh e Zulu, enquanto o prémio de Artista em Palco do Ano será disputado por Dieg, Fattu Djakité e Nelson Freitas. Por fim, na categoria Videoclipe do Ano, estão nomeados “Badja Tina”, de Fattu Djakité, “Lua”, de Djodje, e “Spiritual”, de June Freedom.
O processo de seleção foi conduzido por uma Academia composta por 45 elementos, que analisaram centenas de músicas ao longo de vários meses, num trabalho considerado exigente e tecnicamente rigoroso. Durante a apresentação da edição 2026, alguns membros dessa academia destacaram a dificuldade do processo, tendo em conta o elevado número de obras avaliadas e a qualidade registada.
A gala dos CVMA 2026 deverá acontecer na ilha de São Vicente, na zona norte do Porto Grande, onde será montada uma estrutura para acolher o público, artistas e convidados, numa celebração que promete destacar o melhor da música cabo-verdiana.