Terça-feira, 05 Maio 2026

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“Antologia Brutalista” vence 11.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa

Hoje, 5 de maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa, será conhecido o vencedor da 11.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa — Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa. A obra distinguida é "Antologia Brutalista", da autoria de Ricardo Henrique Rao, escritor de nacionalidade ítalo-brasileira. O anúncio será feito às 17h00 (hora de Lisboa), na Biblioteca das Galveias, na capital portuguesa, no âmbito do Festival Literário de Lisboa — 5L, numa sessão que contará com a presença do próprio autor.

Esta edição do prémio bateu recordes de participação, reunindo 650 candidaturas provenientes de países de língua portuguesa — como Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe — mas também de outras nações, como Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Países Baixos, o que reflete o alcance crescente da língua portuguesa além das suas fronteiras tradicionais.

O júri desta edição foi composto por dez personalidades do mundo literário e cultural lusófono, com representação de Angola, Brasil, Cabo Verde, China/Macau, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, sob a coordenação de Rui Lourido, em representação da UCCLA. Entre os membros do júri, destacam-se nomes como Germano de Almeida (Prémio Camões de Cabo Verde), Luís Carlos Patraquim (poeta laureado de Moçambique) e Luís Cardoso (romancista laureado de Timor-Leste).

Criado em 2015, o Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa tem como missão estimular a produção literária em língua portuguesa — nos domínios da prosa de ficção e da poesia — por escritores inéditos, que nunca tenham publicado uma obra. A iniciativa é da UCCLA, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a editora Guerra e Paz, e conta com o apoio do Movimento 2014 — 800 Anos da Língua Portuguesa.

Ao longo das suas dez edições anteriores, o prémio já resultou na publicação de 12 obras — dez primeiros prémios e duas menções honrosas —, com autoria dividida entre cinco portugueses e cinco brasileiros. Os quatro primeiros títulos foram publicados pela editora A Bela e o Monstro, e os restantes seis pela Guerra e Paz. “Antologia Brutalista” passará a integrar este catálogo, tornando-se a mais recente obra a nascer de uma das iniciativas literárias mais abrangentes do espaço lusófono.

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