Esta edição do prémio bateu recordes de participação, reunindo 650 candidaturas provenientes de países de língua portuguesa — como Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe — mas também de outras nações, como Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Países Baixos, o que reflete o alcance crescente da língua portuguesa além das suas fronteiras tradicionais.
O júri desta edição foi composto por dez personalidades do mundo literário e cultural lusófono, com representação de Angola, Brasil, Cabo Verde, China/Macau, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, sob a coordenação de Rui Lourido, em representação da UCCLA. Entre os membros do júri, destacam-se nomes como Germano de Almeida (Prémio Camões de Cabo Verde), Luís Carlos Patraquim (poeta laureado de Moçambique) e Luís Cardoso (romancista laureado de Timor-Leste).
Criado em 2015, o Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa tem como missão estimular a produção literária em língua portuguesa — nos domínios da prosa de ficção e da poesia — por escritores inéditos, que nunca tenham publicado uma obra. A iniciativa é da UCCLA, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a editora Guerra e Paz, e conta com o apoio do Movimento 2014 — 800 Anos da Língua Portuguesa.
Ao longo das suas dez edições anteriores, o prémio já resultou na publicação de 12 obras — dez primeiros prémios e duas menções honrosas —, com autoria dividida entre cinco portugueses e cinco brasileiros. Os quatro primeiros títulos foram publicados pela editora A Bela e o Monstro, e os restantes seis pela Guerra e Paz. “Antologia Brutalista” passará a integrar este catálogo, tornando-se a mais recente obra a nascer de uma das iniciativas literárias mais abrangentes do espaço lusófono.