
O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), Arlindo Soares de Carvalho, assegurou hoje que a instituição dispõe de planos de contingência e recursos preparados para responder a eventuais situações de emergência durante a próxima época das chuvas.
A garantia foi dada à margem da assinatura de um protocolo de parceria entre a Cruz Vermelha de Cabo Verde, a Garantia Seguros e a Clínica Dentária da Praia, iniciativa destinada a reforçar o acesso aos cuidados de saúde das comunidades mais vulneráveis da capital.
Em declarações à imprensa, Arlindo Soares de Carvalho afirmou que a Cruz Vermelha mantém um estado permanente de prevenção e está preparada para atuar sempre que ocorram fenómenos climáticos extremos.
Segundo explicou, a organização trabalha em estreita articulação com a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que presta apoio técnico e orienta as ações a desenvolver em cenários de crise.
O responsável alertou que o atual contexto climático é cada vez mais complexo e imprevisível, dificultando a antecipação de fenómenos extremos, mesmo por parte dos centros científicos especializados.
Como exemplo, referiu a recente tempestade que afetou a ilha de São Vicente e advertiu para a possibilidade de novas ocorrências durante este ano, com potenciais impactos em Cabo Verde.
Na qualidade de auxiliar dos poderes públicos, a Cruz Vermelha integra o Sistema Nacional de Resposta, atuando de forma coordenada com o Serviço Nacional de Proteção Civil, as câmaras municipais e outros parceiros nacionais e locais.
“As nossas estruturas estão prevenidas, temos sempre os nossos planos de contingência, os recursos estão a ser movimentados e contamos com o apoio da federação, que nos orienta sobre a forma de atuar em situações críticas”, afirmou.
Apesar da preparação, Arlindo Soares de Carvalho manifestou o desejo de que a época das chuvas decorra sem incidentes de maior dimensão e que o país não volte a enfrentar situações que provoquem perdas humanas ou materiais.
O presidente da CVCV revelou ainda que a instituição tem vindo a reorientar a sua estratégia de intervenção, privilegiando uma abordagem preventiva em detrimento de uma resposta exclusivamente reativa às emergências.
De acordo com o responsável, esta nova estratégia assenta no reforço das capacidades das estruturas locais, na melhoria dos equipamentos e na preparação das comunidades, com o objetivo de reduzir os impactos das alterações climáticas e aumentar a resiliência das populações mais vulneráveis.
















































