
A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) anunciou hoje um conjunto de investimentos destinados a reforçar a sua capacidade de resposta, com destaque para a criação de uma unidade de assistência pré-hospitalar, a ampliação do centro clínico e a construção de uma nova sede para concentrar os serviços da instituição.
O anúncio foi feito pelo presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, durante o workshop nacional de fortalecimento institucional e planificação unificada, que decorre na cidade da Praia. Segundo o responsável, a criação da unidade de assistência pré-hospitalar constitui uma das principais prioridades do plano operacional para 2026 e 2027 e encontra-se já numa fase avançada de preparação.
Arlindo de Carvalho adiantou igualmente que o centro clínico da Cruz Vermelha deixará de prestar apenas serviços laboratoriais, passando também a disponibilizar consultas médicas, numa estratégia de alargamento da oferta de cuidados de saúde à população.
A instituição está ainda a trabalhar na implementação de um serviço de fisioterapia, dispondo já de parte dos equipamentos necessários para a sua entrada em funcionamento.
Outra das apostas passa pela construção de uma nova sede, que permitirá reunir num único espaço todos os serviços da Cruz Vermelha de Cabo Verde, reduzindo os custos associados ao arrendamento de diferentes instalações.
Embora os primeiros investimentos sejam concretizados na cidade da Praia, o presidente assegurou que a intenção é estender, de forma gradual, estas estruturas às restantes ilhas, garantindo uma cobertura nacional mais abrangente.
Na sua intervenção, Arlindo de Carvalho voltou igualmente a defender a aprovação de um regime jurídico específico para o voluntariado institucionalizado, recordando que a proposta já foi submetida ao Governo.
De acordo com o dirigente, a Cruz Vermelha de Cabo Verde conta actualmente com cerca de 2.500 voluntários inscritos na sua plataforma de gestão, dos quais aproximadamente 1.500 participam activamente nas actividades desenvolvidas pela organização.
Apesar de reconhecer a forte cultura de solidariedade existente no país, Arlindo de Carvalho considerou que a criação de um enquadramento legal para o voluntariado institucionalizado é essencial para fortalecer e valorizar a acção dos voluntários em Cabo Verde.
















































