
A Polícia Judiciária (PJ) alertou esta terça-feira, 19, para o aumento de esquemas de burla através da criação de páginas falsas de vendas online nas redes sociais, utilizadas para enganar consumidores e recrutar pessoas para falsas ofertas de emprego ligadas à movimentação de dinheiro.
Segundo a PJ, os burladores criam páginas fraudulentas no Facebook, Instagram e outras plataformas digitais, onde anunciam produtos como viaturas, móveis, eletrodomésticos, telemóveis e computadores a preços muito abaixo do mercado, com o objetivo de atrair vítimas.
De acordo com a Direção Central de Investigação Criminal, algumas dessas páginas já identificadas no âmbito das investigações utilizam nomes como “Móveis Krioulo” e “Móveis de Nôs Terra”.BApós o primeiro contacto, os suspeitos demonstram aparente profissionalismo e credibilidade, convencendo as vítimas a efetuar pagamentos antecipados, normalmente correspondentes a 50% do valor do produto, sob o argumento de reserva da mercadoria.
Depois da transferência do dinheiro, os alegados vendedores passam a apresentar sucessivos atrasos relacionados com transporte interilhas, documentação ou outros constrangimentos logísticos, até deixarem de responder e bloquearem os contactos.
A PJ alertou ainda para outra vertente do esquema, relacionada com falsas oportunidades de emprego na área financeira, em que os recrutados são usados para receber transferências nas suas contas bancárias e reenviar os valores através de serviços internacionais como Western Union ou MoneyGram.
Segundo a polícia, estas pessoas acabam também por ser vítimas do esquema, uma vez que os criminosos utilizam as suas contas para dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelas burlas. As autoridades revelaram igualmente que os autores têm recorrido à clonagem de páginas legítimas de vendas online, copiando imagens, nomes e conteúdos para aumentar a aparência de autenticidade e enganar consumidores que já conheciam as páginas verdadeiras.
Recomendações da Polícia Judiciária
Perante o aumento deste tipo de criminalidade, a PJ recomenda à população que desconfie de preços demasiado baixos, evite pagamentos antecipados sem garantias seguras e confirme sempre a autenticidade das páginas e dos vendedores.
A instituição aconselha ainda os cidadãos a não disponibilizarem contas bancárias a terceiros, terem cautela com propostas de emprego feitas exclusivamente online e denunciarem situações suspeitas através da linha gratuita 134.












































